terça-feira, agosto 25, 2009

Poema apalavrado

Palavra casa,
palavra chão,
palavra asa,
palavra turbilhão!
Tanta palavra no gosto do povo,
tanta palavra que se faz de novo!

Palavra tolice,
palavra sandice,
palavra sem palavra,
palavra que se insurgisse,
não quero tanta palavra
para escrever palermice.


A palavra é a arma
de todo o que nela visse,
um uso que não fosse este,
um arrojo que não se ouvisse!

Arre!
Para quê tantas palavras
para dizer coisas pequenas,
se para dizer que amo
uso três letras apenas?

3 comentários:

Anónimo disse...

E quantas vezes as palavras atraiçoam?



Cris

comboio turbulento disse...

Gostei. Procurando a simplicidade que tantas vezes se complica:)

Carlos Medina Ribeiro disse...

Em relação ao passatempo "Incêndios Florestais", do 'Sorumbático', preciso que me indique uma morada para envio do livro que ganhou...

Aguardo: medina.ribeiro@netcabo.pt