sexta-feira, julho 31, 2009

Diario de bordo de férias

Dia 5

Sabem a melhor maneira de apanhar um escaldão e ficar perto de sucumbir dentro de água? É ter dois putos à solta, basicamente, mergulhados na água o tempo todo!

quinta-feira, julho 30, 2009

Diario de bordo de férias

Dia 4

A vida é pouco mais que uma sequência de absurdos. Acatamos o que temos sem questionar grande coisa e pensamos com isso alcançar a felicidade. Por sua vez a felicidade que ambicionamos é nada mais do que uma ilusão de paz que nos entretém e nos evita o questionar a vida que levamos, entediante, feita de um dia atrás do outro em infernais rotinas de prazer e abjecção caminhando tão juntas que não são já distinguíveis, tudo miscigenado, todas as dores, toda a espécie de infelicidade mascarada por prazeres de efemeridades, todo o pequeno desprazer imediatamente compensado com o fogo de artifício que cada um sabe encontrar de forma a não ter de se enfrentar, de olhar para dentro. Tudo serve de divertimento e enfeite para a dor, tudo serve para a não-introspecção e subsequente não inscrição dos nossos processos interiores, o que importa é o exterior, o que sevê, o que os outros vêm. Para quê ser infeliz se há tanta felicidade à espreita à nossa volta – ainda que esta possa ser de plástico, isso que interessa?
Sobre isto me deitei a pensar no dia 4 de férias.
Vilamoura é um lugar excessivamente barulhento para continuar esta meditação. Máscara perfeita de sol, mar, marina, hotel de muitas estrelas a compensar aqueloutra falta de luz que me persegue – “who cares”? quando há saúde, sol, jacuzzi, música a estourar até às tantas – haja saúde de dinheiro prós gastos! Interessa inscrever apenas o que fica na fotografia.

Ainda assim trago em mim uma memória de outro tempo, cheio de estrelas que iluminavam o silêncio, as rãs coachando no pequeno lago entre os nenúfares floridos e os grilos e os bezouros adormeciam a noite.

terça-feira, julho 21, 2009

Tão triste

"mas já me doem as veias quando te chamo
o coração oxidado enjaulou a vontade de te amar
os dedos largaram profundas ausências sobre o rosto
e os dias são pequenas manchas de cor sem ninguém"

Al-berto


Tão triste como
conhecer-te do corpo as imperfeições,
seguir com as pontas dos dedos
os sinais que tens,
cada lugar mais escuro,
cada impureza.

Tão triste como
visitar-te os olhos sentir-te em silêncio,
percorrer-te os trilhos
dentro do cinzento,
cada noite em claro,
cada incêndio.

Tão triste como
morreres-me por dentro
e crescer no meu peito
uma lápide ao centro

quinta-feira, julho 09, 2009

Luz & Sombra

Disseram-me que se adormecesse na tua luz ficaria para sempre na tua sombra mas só com o tempo me fui habituando a viver na escuridão.

terça-feira, julho 07, 2009

"No teu deserto"

Também a mim me dói a boca de silêncio,
a língua um pedaço de carne a arder
anunciando as estrelas no céu da boca.
Também a mim me dói a ausência dos teus olhos,
a fímbria matizada do poema
roçando-me na pele um fogo a arder-te.

quinta-feira, julho 02, 2009

Corpo

Socorrer-me do teu corpo
como se o mundo acabasse
na curva que o vento faz
junto ao teu peito
e ardesses em mim
como o silêncio nas árvores.


Foto by Johannes
Museu Berardo - Escultura de Ron Hueck

quarta-feira, julho 01, 2009

Sir Elton

Pois... de facto não foi um concerto no Pavilhão Atlântico do Tony Carreira, não foi. Talvez por isso a TV perdeu com ele pouco tempo.
Temos pena... mas não foi MESMO um concerto do Tony.
Long live Elton John!






Music Magic tinha ele escrito nas costas da jaqueta. Concordo. E só por causa disso este post é todo escrito em cor a dizer com a camisa dele, do Nigel Olsen e da bateria!