domingo, março 01, 2009

Magnólia

Não gosto de repetir poemas nem textos no blog, mas vou abrir uma excepção: não porque o poema seja excepcionalmente bom, pelo contrário, é banal, mas sim porque o postei pela primeira vez faz muito tempo (já ninguém se há-de lembrar dele) e porque as Magnólias já estão em flor (e eu gosto de comemorar estranhas efemérides...)


Fala-me da mulher
que jaz nua
sob a magnólia branca.

Fala-me dos seus olhos
cor de vento
que esperam os teus
pelos declives do Inverno.

Fala-me da mulher
cujo corpo repousa
entre os teus dedos

diz-me da nudez dos
seus seios, da palidez
da sua pele, diz-me do cheiro
à magnólia que, como a ela,
vais despetalando
pela noite dentro enquanto
a lua se abre plena
para enlaçar solícita
os amantes desnudados.

1 comentário:

Anónimo disse...

Tb já twittas ?
:)

(ñ foi coisa que já ñ me cruzado a mente, mas acho q iria falar de muitas sombras, sopros...e tal)


cris