segunda-feira, abril 19, 2010

Revista WE - Entrevista

Clicke sobre a foto para conseguir ler:


quinta-feira, abril 15, 2010

Não te vou levar

Não te vou levar,
vais ficar aqui,
hás-de pernoitar
só, dentro de ti.
Não te vou levar,
já não adianta,
perdeste o lugar,
já ninguém te canta.

E se amanhã
ainda te lembrares,
há-de ser depois
de quando acordares
e deres por ela
que o barco partiu,
que insuflou a vela,
e se ergueu nas pás,
que eu parti na sela
mas tu ainda cá estás.

quarta-feira, abril 14, 2010

Foste

O teu corpo vai pelas ruas,
ainda te vejo a afastar,
e eu tenho saudades tuas,
da pele nublada de luas,
no teu peito a respirar.

Tornas a curva da esquina,
mas permaneces aqui,
trocas as voltas à sina,
diz-me
- agora és feliz?

Não sei que tempo é o teu,
se ainda te perdes pelo céu,
se ainda me gritas o nome,
ou se já tudo se some
onde a alma se perdeu.

Tornas a curva do tempo,
mas permaneces em mim,
é teu este compasso lento,
diz-me
- chegamos ao fim?

quarta-feira, abril 07, 2010

Tudo sobre caixas-de-música

Este poema nunca ficou "direito", ando há anos a escrevê-lo mas não vai lá das pernas... estou prestes a desistir dele e, como tal, deixo-o aqui mesmo "perneta".
É, afinal, tudo sobre caixas-de-música, o encanto que despertam também em mim e as estórias doces de outras músicas feitas "sobre" as das caixas-de-música, máquinas de som.



A bailarina

Eu sei que dos teus olhos
saltava sempre a bailarina
da caixa de música

E os seus braços erguidos,
em arco, sobre a cabeça,
não eram senão os mesmos
que te abraçavam o sono

Sei que, nos teus olhos,
a bailarina em pontas,
rodopio infinito,
é uma mulher só tua,
perdida nos teus braços de menino
que se esqueceu de crescer

E o amor que achavas na ânsia
com que a noite te despia
era sempre a bailarina,
que na caixinha da infância,
em música te adormecia

Recordas ainda, nos teus olhos,
(tu o sabes e os escondes,
por pudor, que outros também)
a doce epifania
dos seus braços no teu peito,
a bailarina que inventada, rodopia
crescendo em ti um bailado perfeito

Em pontas
na ponta do teu desejo,
bailando-te pelos olhos
como um beijo,
do teu corpo vai fazendo a melodia,
com a língua molhada no teu solfejo.

segunda-feira, março 29, 2010

O miúdo que pregava pregos numa tábua

Li hoje, de uma assentada, o livro d’”O miúdo que pregava pregos numa tábua” e aprendi mais sobre literatura e música do que se tivesse lido uma enciclopédia sobre ambos os assuntos. Estou, como habitualmente, apaixonada por este Poeta. É um amor antigo que nasceu mais das prosas que dos poemas. Os seus poemas são quase sempre demasiado épicos, soube agora que pretendia continuar “Os Lusíadas”, acho que tem conseguido.
Não sei ainda se votarei nele para Presidente, provavelmente sim, já o fiz uma vez. É, aliás, uma desresponsabilização por saber que os Poetas nunca são Presidentes da República. Deve mesmo ser doloroso ao Poeta vestir-se de político, espartilhar-se à mentira e ao conformismo mesmo o seu que é, ainda assim, inconformado. Os Poetas, sabemos, andam sempre nus, e a pele do corpo é o Poema.
Nunca falei com Manuel Alegre, nem sei se gostaria de o fazer. Assim, sem o conhecer ou falar com ele posso continuar apaixonada pelo Poeta que escreve as mais belas prosas, mas gostava só de perguntar-lhe o porquê da ausência de vírgulas no correr do Poema, isso gostava.
Poemas para o tempo que não há.

domingo, março 28, 2010

Se eu escrevesse canções escrevia assim...

Distância

Fomos anjos do espanto,
dos desejos contidos,
conhecemo-nos tanto,
com todos os sentidos.

Tatuamos a pele
com silêncios e vento
mas o sol foi cruel
acordou-nos do tempo.

E é tão longe
o lugar onde fomos,
tão longe
para onde partimos,
é tão longe
a distância a que estamos,
tão longe
quando nos despedimos.

E na memória dos dias
e na das noites perdidas,
temos tantas relíquias,
de distâncias vencidas.

Há tanto espaço entre nós
e tanto tempo vertido,
que duvido que os nós
cegos façam sentido.

E é tão longe
o lugar onde fomos,
tão longe
para onde partimos,
é tão longe
a distância a que estamos,
tão longe
quando não nos sentimos.

sexta-feira, março 26, 2010

O que resta nos escombros do silêncio

Serás, amanhã, notícia no jornal
e isso que importa,
não estarei lá para ler
de ti a folha morta,
já não te acompanho no silêncio
das portadas,
já de nós não há memória
ao descermos estas escadas

fomos rio impetuoso
que esbarrou sem liberdade,
na barragem construída
entre rugas de saudade,
fomos vento que passou
tão leve e ledo,
que o amanhã tornou-se um ontem

feito medo.
Fomos alma, fomos cor,
ou coisa breve,
e fomos morrendo os dois
cheios de neve
nos meandros da memória
que nos serve esta liquefeita
angústia que se bebe

domingo, março 21, 2010

Bom dia da Poesia

Creio em um só Poema,
de luz alva, evidente
e fria,
um Poema raso,
de rima sombria,
poema escape, poema sinfonia.

Creio em um só Poema,
de luzes fixas, presas
na cidade,
um Poema de água lisa,
de água forte,
Poema promessa de liberdade.

Creio em um só Poema,
poema coisa que ainda há-de vir,
poema rasgo, poema de vestir,
poema soneto, poema souvenir.


Creio em um só poema
…e nos teus olhos que só eu sei despir.

sábado, março 13, 2010

Eros & Thanatos

Eu também gostaria de contar aqui, neste blog, como foi o debate sobre "Eros & Thanatos - o Amor e a Morte na Poesia" - no qual tive o gosto de participar, com o Rui Almeida como interlocutor e com a Celeste Pereira a moderar...
Mas sobre o dito debate, que aconteceu no dia 12 no Clube Literário do Porto, diz a Celeste muito melhor do que eu no seu blog http://www.donagataempontodecruz.com/ querem ver? Ora vejam lá AQUI!

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Sobre o que o tempo nos faz

Quando eu te conheci não usavas relógio

Quando eu te conheci não usavas relógio.
Rasgavas o tempo com as pontas dos dedos
como se rasgasses desejos,
ou murmúrios
ou medos…

Quando eu te conheci não usavas relógio.
O tempo adormecia-te nas mãos
e as mãos percorriam o marfim
no esteio de um tempo de todos os silêncios.

Quando eu te conheci
o tempo soprava-te no rosto,
a afagar-te as rugas e as imperfeições,
a beijar-te nos olhos a dor
de todos os cansaços,
o peso no peito
de todas as aflições.

Agora prende-se ao teu pulso
o burburinho das horas,
um ataque de ponteiros
na engrenagem dos segundos,
como se o teu tempo
coubesse fechado
no espaço redondo
de um vidro quadrado

Quando eu te conheci não usavas relógio.

Então agora diz-me…

Que horas são?
Na tua confusão de silêncios e demoras
que horas são em ti,
agora que é em ti
que se prendem as horas?

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Créditos devidos

Por incorrecção minha a imagem apresentada no post anterior não apresentava nem título nem autor. Aqui vai a correcta identificação com os meus pedidos de desculpa.

Girl before a mirror - P. R. Picasso

domingo, fevereiro 14, 2010

Happy Valentine

A propósito do dia de S. Valentim como propósito de falar sobre ele… o AMOR


Que pode uma criatura senão
entre outras criaturas AMAR?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
Sempre e até de olhos vidrados AMAR?

Carlos Drummond de Andrade

sábado, fevereiro 13, 2010

Só à noite os gatos são pardos

“Só à noite os gatos são pardos” é uma antologia de textos inéditos de autores contemporâneos organizada por Jorge Velhote e Patrícia Pereira e prefaciado por Sara Canelhas. Este livro foi editado pelo "Cantinho do Tareco - Associação de Protecção Animal e pretende angariar fundos para acarinhar mais alguns tarecos.

Participam:

A.Dassilva O., Alexandra Malheiro, Amadeu Baptista, Ana Luísa Amaral, António Barbedo, António Ferra, António José Queirós, Aurelino Costa, Bruno Bréu, Carlos Lizán, Carlos Poças Falcão, Cristina Carvalho, Diogo Alcoforado, Fernando de Castro Branco, Fernando Eschevarría, Francisco Duarte Mangas, Gabriel Mário Dia, Henrique Manuel Bento Fialho, Inês Lourenço, Isabel Cristina Pires, João Manuel Ribeiro, Jorge Velhote, José Álvaro Afonso, José Emílio-Nelson, José Leon Machado, José Miguel Braga, José Viale Moutinho, Luís Filipe Cristóvão, Luísa Ribeiro, Maria do Carmo Serén, Mário Anacleto, Nuno Dempster, Renato Roque, Rosa Alice Branco, Rui Amaral Mendes, Rui Lage, Sara Canelhas, Soledade Santos, Tiago Worth Nicolau, Teresa Tudela, Vergílio Alberto Vieira, Victor Vicente, Vítor Oliveira Jorge.



A minha contribuição:


Um gato em Janeiro

Eras tu quem primeiro anunciava
o silêncio na casa,
levantavas o corpo, arqueando-o
e descias a escada,
acudindo ao sol, que te murchava no colo
seu derradeiro laivo insidioso.

Às vezes
confundia-se o gelo verde dos teus olhos
com a luz de um semáforo
aberto e livre
ao Invernoso cio da cidade.

domingo, fevereiro 07, 2010

Divina Música - Assístolia

Recebi hoje o livro Divina Música – Antologia de Poesia sobre Música – edição comemorativa do 25º aniversário do Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. José Azeredo Perdigão – selecção e organização da responsabilidade do Poeta Amadeu Baptista, a quem agradeço o convite para nela participar.

Desta antologia fazem parte poemas dos seguintes autores:

Adalberto Alves, Affonso Romano de Sant’Ana, Albano Martins, Alexandra Malheiro, Alexandre Vargas, Alexei Bueno, Amadeu Baptista, Ana Hatherly, Ana Luísa Amaral, Ana Mafalda Leite, Ana Marques Gastão, Ana Salomé, Ana Sousa, António Brasileiro, António Cabrita, António Cândido Franco, António Ferra, António Gregório, António José Queirós, António Osório, António Rebordão Navarro, António Salvado, Artur Aleixo, Bruno Béu, C. Ronald, Camilo Mota, Carlos Felipe Moisés, Carlos Garcia de Castro, Casimiro de Brito, Cláudio Daniel, Cristina Carvalho, Daniel Abrunheiro, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Danny Spínola, Davi Reis, Donizete Galvão, E.M. de Melo e Castro, Edimilson de Almeida Pereira, Eduardo Bettencourt Pinto, Eduíno de Jesus, Ernesto Rodrigues, Eunice Arruda, Fernando de Castro Branco, Fernando Echevarría, Fernando Esteves Pinto, Fernando Fábio Fiorese Furtado, Fernando Grade, Fernando Guimarães, Fernando Pinto do Amaral, Francisco Curate, Gonçalo Salvado, Graça Magalhães, Graça Pires, Henrique Manuel Bento Fialho, Hugo Milhanas Machado, Iacyr Anderson Freitas, Inês Lourenço, Isabel Cristina Pires, Jaime Rocha, Joaquim Cardoso Dias, João Aparício, João Camilo, João Candeias, João Manuel Ribeiro, João Moita, João Rasteiro, João Rios, João Rui de Sousa, João Tala, Joaquim Feio, Jorge Arrimar, Jorge Reis-Sá, Jorge Velhote, José Agostinho Baptista, José Carlos Barros, José do Carmo Francisco, José Luís Mendonça, José Luís Peixoto, José Manuel Vasconcelos, José Mário Silva, José Miguel Silva, José Tolentino de Mendonça, Júlio Polidoro, Levi Condinho, Luís Amorim de Sousa, Luís Filipe Cristóvão, Luís Quintais, Luís Soares Barbosa, manuel a. domingos, Margarida Vale de Gato, Maria Andersen, Maria Estela Guedes, Maria João Reynaud, Maria Teresa Horta, Miguel-Manso, Miguel Martins, Myriam Jubilot de Carvalho, Nicolau Saião, Nuno Dempster, Nuno Júdice, Nuno Rebocho, Ondjaki, Ozias Filho, Patrícia Tenório, Paula Cristina Costa, Paulo Ramalho, Paulo Tavares, Prisca Agustoni, Risoleta Pinto Pedro, Roberval Alves Pereira, Rosa Alice Branco, Rui Almeida, Rui Caeiro, Rui Coias, Rui Costa, Ruy Ventura, Sara Canelhas, Soledade Santos, Teresa Tudela, Torquato da Luz, Urbano Bettencourt, Vasco Graça Moura, Vera Lúcia de Oliveira, Vergílio Alberto Vieira, Victor Oliveira Mateus, Virgílio de Lemos, Vítor Nogueira, Vítor Oliveira Jorge, Yvette K. Centeno, Zetho Cunha Gonçalves.



A minha contribuição …

Assístolia


Se encostasse o ouvido,
podia escutar o silêncio,
lentamente,
escorrendo pelas paredes .

Se parasse o ruidoso tropel
do coração (enquanto encostava o ouvido)
podia ouvir a música,
brotando dentro do silêncio.

Só era preciso suster a respiração…
e… parar,
subitamente,

o bater do coração.

domingo, janeiro 31, 2010

Os mortos vivos

Nunca fui grande adepta de vampiros, nunca estes exerceram sobre mim nenhuma especial sedução por forma a que me dedicasse a literatura ou cinefilia à volta desse tema. Sempre me pareceram um pouco pirosos estes avantesmas de caninos afiados, apesar das inúmeras estórias, desde os tempos áureos de Bela Lugosi, nunca me impressionaram por aí adiante, questões de gosto.
Eis senão quando estes se tornaram a moda, diria mesmo a coqueluche televisiva, cinematográfica e literária, como que possuídos pelas dentuças ferradas nos seus pescoços os responsáveis pelo fabrico de filmes e seriezecas de toda a espécie desataram a sugar o sangue dos espectadores gota a gota até à exaustão do tema (e da paciência).
Perante tal assoberbamento do tempo de antena pela vampiragem (da qual só me vem à ideia o “eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada” de boa memória e sempre actualizado com a política corrente) apeteceu-me divagar não sobre este mito sanguessuga mas sobre outro não menos tétrico e deprimente que é o dos mortos-vivos.
Dava-se-me agora ficar a dissertar sobre aqueles que, vivos, deixamos morrer dentro de nós ou mesmo quando somos nós que os outros deixam morrer sem avisar, sobre a forma como vamos perdendo espaço uns nos outros até sermos os mais reais zombies que a ficção não ousa imitar. Sobre isso poderia fazer o tema de uma crónica, qualquer coisa como um brinde aos zombies, aos mortos-vivos que eu deixei acontecer ou que deixaram que eu deixasse e assim por aí fora… Seria certamente um belo tema para a crónica mas, subitamente, uma voz em mim “mas tu não escreves crónicas!” – pois não, mas não me importaria!


quarta-feira, janeiro 27, 2010

Fame and fortune - Part II

Agora a sério:

Entrevista sobre "Luz Vertical" em País Positivo ---> Aqui

terça-feira, janeiro 26, 2010

Fame and fortune!

Na Visão de 21/01/2010:



Eu mais ele (o "Luz Vertical") na Visão em tanto destaque e tão grande estilo que as setas.... errr... são só para enganar!

sábado, janeiro 23, 2010

"Porque somos sempre sós, dentro de nós"

Há uns anos largos ofereci, pelo seu aniversário, este poema a uma Amiga. Foi uma maldade, uma coisa feia, oferecer assim um poema tão escuro a falar do tempo que passa e da solidão inerente a cada um de nós a alguém que fazia pouco mais que metade da minha própria idade. Hoje fica aqui por me andar a perseguir esta ideia… “porque somos sempre sós dentro de nós”.

Sós


Apagaram-se as velas
e a lua vem
finalmente
abraçar-te o corpo
em solidão.

Este é o poema
que lerás no fim
da festa dos teus anos
quando só
o silêncio te fizer
companhia junto
com as memórias
dos desenganos.

Porque somos sempre nós,
só nós
por dentro de apenas
nós,
pouco mais que
silêncio e solidão.

E é em nós,
por dentro sós,
tão sós,
que o tempo encontra
o chão onde pousar,
como um vento só
que sofre
sem ter onde soprar.

Porque somos nós,
só nós,
sim que somos
sempre sós dentro de nós,
apesar da multidão
é sempre dentro
de nós que o tempo
repousa no fim dos segundos,
os primeiros minutos,
os anos e as décadas.

Agora apagas as luzes
perfeitas da ilusão
e acendes dentro de ti
um sol de propulsão
que rasga o sorriso
pintado nos olhos
e dança na letra
de uma canção.
Abres a janela,
é só mais um ano,
marca-sentinela
de nada…
Risca o calendário
na data marcada
e volta-te ao contrário
e faz-te de novo
à estrada,
na busca,
na ânsia
de sei lá de quê…

quarta-feira, janeiro 13, 2010

"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça..."

Lá está ele... o sacana!


Livraria Latina (R. Santa Catarina)


Uma Luz Vertical a romper a chuva.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Clube de Leitores - O que eu gostaria que fosse...



É já este domingo que irá decorrer a 3ª sessão do "Clube de Leitores Edita-Me/Clube Literário do Porto", no Piano Bar do Clube Literário do Porto, pelas 16:00.

Nesta sessão, as obras em destaque serão:

“Luz Vertical” de Alexandra Malheiro
“Poemas Suados a Negro” de Adrião Pereira da Cunha

O evento contará ainda com a participação musical de Pedro Lopes (ao piano) e Bianca Almeida (na voz) bem como das diseurs Celeste Pereira e Olga Oliveira.

Considerem-se desde já todos convidados.
Venham conhecer os autores e trocar com eles, as vossas próprias palavras.


Clube Literário Do Porto
www.clubeliterariodoporto.co.pt
R. da Alfândega 22


O que eu gostaria que fosse era um lugar de discussão à poesia, enfim... uma festa!