quinta-feira, julho 09, 2009

Luz & Sombra

Disseram-me que se adormecesse na tua luz ficaria para sempre na tua sombra mas só com o tempo me fui habituando a viver na escuridão.

terça-feira, julho 07, 2009

"No teu deserto"

Também a mim me dói a boca de silêncio,
a língua um pedaço de carne a arder
anunciando as estrelas no céu da boca.
Também a mim me dói a ausência dos teus olhos,
a fímbria matizada do poema
roçando-me na pele um fogo a arder-te.

domingo, julho 05, 2009

quinta-feira, julho 02, 2009

Corpo

Socorrer-me do teu corpo
como se o mundo acabasse
na curva que o vento faz
junto ao teu peito
e ardesses em mim
como o silêncio nas árvores.


Foto by Johannes
Museu Berardo - Escultura de Ron Hueck

quarta-feira, julho 01, 2009

Sir Elton

Pois... de facto não foi um concerto no Pavilhão Atlântico do Tony Carreira, não foi. Talvez por isso a TV perdeu com ele pouco tempo.
Temos pena... mas não foi MESMO um concerto do Tony.
Long live Elton John!






Music Magic tinha ele escrito nas costas da jaqueta. Concordo. E só por causa disso este post é todo escrito em cor a dizer com a camisa dele, do Nigel Olsen e da bateria!

terça-feira, junho 30, 2009

CLP - novo blog!



Está aqui o novo blog do Clube Literário do Porto:

http://clubeliterariodoporto.wordpress.com/

domingo, junho 28, 2009

R.I.P. Jacko

Depois tanto alarido, a minha singelíssima homenagem a Michael Jackson que é lembrar uma velha música para a qual eu tenho mood e citar um artigo bem feito do ipsilon do Público para ler aqui .

Eu tinha 10 anos e a escolha seria "Beat It".


Que descanse em paz.



"One day in your life

you'll remember a place

Someone's touching your face

You'll come back and

you'll look around you

One day in your life

You'll remember the love

you found here

You'll remember me somehow

Though you don't need me now

I will stay in your heart

And when things fall apart

You'll remember one day..."

quarta-feira, junho 24, 2009

Crónica de S. João



"Deus e o meu Pai morreram no mesmo dia"

João Luís Barreto Guimarães

in

"A parte pelo todo"

sábado, junho 20, 2009

Pensam-me, logo existo!

[…]

A uma hora dessas

por onde andará seu pensamento


Dará voltas na Terra


ou no estacionamento?





Onde longe Londres Lisboa


ou na minha cama?

[…] *



Este pensamento persegue-me.
Os mortos só morrem verdadeiramente quando deixam de ser lembrados, pensados. Com os vivos passa-se o mesmo, enquanto pessoas não existimos se aqueles que nos conhecem não nos lembram.
Às vezes, como agora, dou por mim a pensar em quem pensará em mim e do que se lembrará de mim, tanto agora como quando eu partir. Dou por mim a pensar que marca deixo nos outros (se a deixo). Que lembraça será, a dos olhares partilhados, das pequenas piadas, frases ditas, pensamentos profundos ou apenas parvos, “estórias” de batalhas travadas ou de pura diversão. Inquieta-me este pensamento. Da mesma forma que a distância dos que fazem parte de mim sempre me inquietou, a distância real, física, dos que partem para outro lugar e aquela ainda mais difícil de quebrar, aquela que vamos deixando interpor-se, dos muros de distância que vamos construído.

[…]

A uma hora dessas

por onde passará seu pensamento
Por dentro da minha saia
ou pelo firmamento?

[…] *


Se eu morresse hoje, que poemas fariam a minha mortalha? Haveria poemas? Que poemas me dedicariam?
Natália Correia escreveu " Os que nunca inspiraram um poema/são as únicas pessoas sós."
Que poema inspiraria eu aos meus amigos?


* Adriana Calcanhoto

domingo, junho 14, 2009

Às vezes...


Às vezes procurava na terra as palavras,
escavava-a
tentanto achá-las.
Às vezes encontrava
não palavras mas os teus olhos
e com eles
pedaços do teu silêncio.

sábado, junho 13, 2009

Eugénio

Faz hoje 4 anos que morreu José Fontinhas - Eugénio de Andrade.


Vá, sejam participativos e encham-me a caixa de comentários com poemas de (ou para) Eugénio!
Comemoremos a morte do Poeta como deve ser comemorada, com Poesia.


Adenda ao post:
Comemorar (diccionário Porto Editora):
v. tr.
1. Lembrar.
2. Trazer à memória.
3. Solenizar, recordando.

quinta-feira, junho 11, 2009

Pub - O Apetitoso...


Passei hoje no Stand C - I - 02, do Clube Literário do Porto, na Feira do Livro do Porto, ali bem juntinho ao "supermercado" da Leya e ao D. Pedro. Passei lá e estavam lá estes malandros assim empoleirados, apetitosos, quase me apeteceu comprar um! O "Circulação Transversa" também lá estava mas como estava mais discretinho não me saltou à vista como este, assim... apetitoso!

quarta-feira, junho 10, 2009

Um eléctrico chamado Poesia


Homenagem a Daniel Faria, pelos 10 anos da sua morte, no dia 9 de Junho, onde numa noite de chuva um eléctrico se encheu de Poesia.






Viagem mágica





com o colectivo Quartas Mal-ditas e convidados.

Ver melhor aqui, aqui e aqui

domingo, junho 07, 2009

Votem ou depois não se queixem!




quinta-feira, junho 04, 2009

Há dias assim...

Silêncio,
que não sei como se
ama sem este escopro
de música,
sem esta angústia de tempo,
sem o teu corpo,
lento,
lento,
afogueando-me a
batida no peito,
as mãos tremendo-me
não sei se de desejo
ou medo,
que o tempo, vagabundo
e cruel,
te leve de mim
antes do tempo


(o tempo de amar-te como
a um silêncio)

domingo, maio 31, 2009

Poetas de Café







Foi bonito ver o "meu" Majestic assim... cheio de poemas!



"Um pingo de café desliza pela base da chávena e cai sobre o papel onde escrevo.

Acidente de trabalho."

João Luís Barreto Guimarães

in "Lugares Comuns"




segunda-feira, maio 25, 2009

Momento de Pub (ou as boas notícias)

As boas notícias são que estes irão estar na Feira do Livro do Porto, em exposição e à venda no Pavilhão do Clube Literário do Porto.
Eu também lá irei estar, para assinar sobre estes meus “filhotes”, a quem os quiser levar para casa, em dia e hora a anunciar.
A Feira do Livro do Porto que este ano se realizará na deserta Avenida dos Aliados terá o horário que abaixo transcrevo:

2ª a 5ª Feira, das 12h30 às 20h30
6ª e véspera de feriados, das 12h30 às 23h00
Sábados, das 11h00 às 23h00 - Domingo, das 11h00 às 22h00

Entretanto relembro a tertúlia “Poetas de café”, dia 29, às 21H30, no Café Majestic onde eu e outros três autores, nos entreteremos a discutir poemas entre um café e outro.

"[...] com o peso do caminho que se fez pra trás"

Este blog anda triste, anda de luto. Começou o seu luto com a morte anunciada (na passagem de ano) dos Bandemónio. Não que isso seja realmente importante apenas representa o fim de um ciclo, o fim de um passado ao qual gosto sempre de me agarrar. Tenho este problema de usar o passado como alicerce, custa-me depois desagarrar-me dele, sem ele fico como que sem chão, sem memória, e isso custa-me.
Continuou o seu luto, agora pela morte trágica de um amigo (não sei se há morte que não seja trágica mas…), uma morte real e não de um símbolo do passado, a morte real de alguém real, pele e osso que deixou de existir como tal passando a ser apenas uma memória.
Como gosto muito de música com palavras dentro tenho alguns músicos como espécie de filósofos pessoais, entre eles Sting que, não obstante esse facto, também diz coisas com as quais não concordo; uma dessas coisas é uma música com a qual nunca concordei, chamada “History will teach us nothing”, mas hoje, a ver se acredito nisto, citá-la-ei:


“sooner or later we learn to throw the past away”

As boas notícias deixá-las-ei para o post seguinte.

domingo, maio 24, 2009

Poetas de Café

I will be there...

(be afraid, be very much afraid!)

Marquem lá na agendinha sff.

sexta-feira, maio 15, 2009

Rigor Mortis

(Ao Carlos)


Para que mordêssemos, depois,
a saudade com dentes de ferro
e penteássemos a tua memória
com pentes de prata,
remoendo interiormente
este silêncio tão vazio
do poema onde nos deixaste.

Rigor mortis,
o teu corpo, pedaço lívido
da carne que antes foste,
procurando o céu na imensidão
que lentamente te foi
da sua longa mão desamparando .

Rigor mortis,
a letra
rigorosamente desenhada
pelos teus dedos,
ternamente longa,
elegante,
imaculadamente viva,
as letras todas soletrando
a dança das palavras onde
recriavas o mundo
dessa forma invulgar,
abraçando o pormenor furtivo
da luminosa língua
agora morta.

Chegaremos tarde,
apavorados de morte,
chegaremos tarde ao teu sepulcro
e tarde demais te amaremos.