Crónica de Segunda: "Amigos Pessoais"
ou "...às vezes lembro-me de ti."
quarta-feira, março 23, 2011
segunda-feira, março 07, 2011
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
domingo, fevereiro 27, 2011
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Se me perguntas

Se me perguntas sobre o mundo
dir-te-ei das ruas,
de todos os lugares onde passei,
da cor das árvores,
de todos os cheiros da cidade,
dos lugares perdidos onde amei,
do odor dos frutos que provei.
Mas pergunta-me antes
das dores no peito,
do aperto desusado e imperfeito,
do lugar vazio que deixaste no meu corpo,
do abraço incumprido,
do meu coração desfeito.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
segunda-feira, janeiro 10, 2011
terça-feira, janeiro 04, 2011
Recuperações - Jardim de São Lázaro
Ainda em matéria de recuperações de blogs anteriores, encontrei este espécime, proveniente de um conjunto de poemasfeitos na cidade. Movimentos respiratórios de um outro tempo.


Não é um grande poema mas é um poema grande. O Jardim de Marques Oliveira, conhecido pelos portuenses como "Jardim de São Lazaro" é uma memória grata das tardes da minha infância feliz, onde a felicidade era uma cestinha de lanche, sol e o coreto... Tudo é tão mais fácil quando somos menos ambiciosos e quando o amor é só tudo o que temos...
Agora o "Jardim de São Lázaro" é assim...
Agora o "Jardim de São Lázaro" é assim...
Jardim de São Lázaro
O pólen,
as flores,
as estátuas,
os bancos,
os velhos,
o coreto,
as putas!
As mais doces e
indeléveis memórias
de infância,
coroas de folhas
como mantos de memórias inauditas.
Voam-me os pássaros
por sobre a caveira,
como se eu morresse ali
como a água primeira
das fontes que não há.
São estas memórias
que me lambem as feridas
e me fazem sentir ontem
no dia que hoje foi.
E se eu bramir ao vento
alguém me virá ouvir?
Decerto não, melhor é nem tentar,
mais vale desistir.
O pólen,
as flores,
as estátuas,
os bancos,
os velhos,
o coreto,
as putas!
As mais doces e
indeléveis memórias
de infância,
coroas de folhas
como mantos de memórias inauditas.
Voam-me os pássaros
por sobre a caveira,
como se eu morresse ali
como a água primeira
das fontes que não há.
São estas memórias
que me lambem as feridas
e me fazem sentir ontem
no dia que hoje foi.
E se eu bramir ao vento
alguém me virá ouvir?
Decerto não, melhor é nem tentar,
mais vale desistir.
quarta-feira, dezembro 29, 2010
Recuperações - Rua de Santa Catarina
Vejo-te
por entre a turba que vem descendo a rua
ali, além ou mais à frente.
Talvez nem sejas tu
mas apenas a tua sombra
ou um perfume de ti
ou talvez nem gente
ou talvez apenas o estéril desejo
de te ter assim etereamente.
por entre a turba que vem descendo a rua
ali, além ou mais à frente.
Talvez nem sejas tu
mas apenas a tua sombra
ou um perfume de ti
ou talvez nem gente
ou talvez apenas o estéril desejo
de te ter assim etereamente.
segunda-feira, dezembro 27, 2010
segunda-feira, dezembro 20, 2010
domingo, dezembro 19, 2010
Recuperações - As razões do amor
Recuperações - O ínício (ou a cápsula do tempo reinventado)
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Nenhuma memória
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Crónicas da Cidade Cinzenta

O Sol a seu dono… dona!
Uma mulher espanhola, jurista, resolveu colocar o Sol em seu nome, veio nos jornais, com fotografia e tudo. Além da demência em que semelhante acto classifica a senhora em causa, apostada na benemerência, diz querer pôr o Astro Rei não ao seu serviço mas dos pobrezinhos, pretendendo usar os seus direitos de legítima proprietária para com isso cobrar um imposto a todas as empresas (e estou certa aos particulares) que dele se sirvam como fonte de energia, para com esses dividendos, dos quais a benemérita senhora diz só querer para si dez por cento, dez!, ajudar os pobrezinhos, multiplicados por várias casas de caridade.
Depois do senhor do adeus de Lisboa, que distribuía acenos e afecto aos passantes a troco de nada, a quem um grupo de cidadãos pretende erigir estátua acho que esta jurista espanhola merece igual encómio e espero que ao menos na sua terra natal, abençoada pelo sol, alguém tenha a ideia de o fazer.
Eu própria já estou a tratar dos papeis para colocar o ar em meu nome, tratarei logo a seguir de instituir um imposto, a pagar mensalmente, talvez junto das outras minudências que aparecem de brinde nas facturas da luz, a todos os que usem o ar, minha propriedade privada, quer seja para o respirar quer para o poluir e mais prometo também dar 90% aos pobrezinhos até porque é conveniente que esses possuam algum provento mais não seja que para fazer face ao mesmo imposto, admitindo que ainda respirem.
Parece-me pois um negócio justo e provavelmente dos mais lucrativos desde a invenção das infalíveis pulseiras do equilíbrio.
Depois do senhor do adeus de Lisboa, que distribuía acenos e afecto aos passantes a troco de nada, a quem um grupo de cidadãos pretende erigir estátua acho que esta jurista espanhola merece igual encómio e espero que ao menos na sua terra natal, abençoada pelo sol, alguém tenha a ideia de o fazer.
Eu própria já estou a tratar dos papeis para colocar o ar em meu nome, tratarei logo a seguir de instituir um imposto, a pagar mensalmente, talvez junto das outras minudências que aparecem de brinde nas facturas da luz, a todos os que usem o ar, minha propriedade privada, quer seja para o respirar quer para o poluir e mais prometo também dar 90% aos pobrezinhos até porque é conveniente que esses possuam algum provento mais não seja que para fazer face ao mesmo imposto, admitindo que ainda respirem.
Parece-me pois um negócio justo e provavelmente dos mais lucrativos desde a invenção das infalíveis pulseiras do equilíbrio.
domingo, novembro 21, 2010
Silêncio, Paz e Solidão
sexta-feira, novembro 19, 2010
segunda-feira, outubro 25, 2010
segunda-feira, outubro 18, 2010
Crónicas da Cidade Cinzenta
E não os podemos enxotar?
Tenho vícios estranhos, admito, como aquele de precisar de estar só, a certas horas, em certos lugares, procedendo a certas actividades ou certas rotinas. Tenho uma absoluta necessidade de silêncio e solidão para me deixar ficar só a observar o mundo, mirado pela minha própria lente de aumento ou diminuição.
Às vezes acontece de, nesses momentos, ser importunada por um familiar ou um amigo e refiro-me aos amigos e familiares a quem amo, não aos chatos, às chagas que todos conhecemos, refiro-me mesmo às pessoas que mais amo, à família mais chegada e aos Amigos de á maiúsculo. Mas dizia, há vezes que uma (ou várias) dessas pessoas resolvem imiscuir-se nas minhas rotinas de solidão, in
sistem em acompanhar-me pela rua, em parar comigo nas mesmas montras, entrar comigo nas mesmas lojas, enfim – não me largam. Em férias, se fora de casa, o problema agrava-se. Quase sempre partilhando o hotel, o quarto, todas as refeições, a praia, a piscina, enfim, quase tudo – a privacidade fica reduzida a pequenos lampejos como seja um curto passeio a pé na redondeza, o momento em que se vai comprar o jornal ou os minutos de ir fazer xixi no quarto do hotel e, ainda assim, às vezes calha de alguém da pandilha ter a ideia abstrusa de nos acompanhar nessas idas por vontade semelhante seja a fisiológica seja a de comprar o jornal ou tomar café no bar em frente ao hotel.
Pergunto-me, às vezes, sobre a melhor forma, a menos rude, de lhes escapar, enfim, de os enxotar. Como me livrar deles sem os magoar? Será que não entendem que preciso, urgentemente, de ficar a sós comigo mesma para pensar? E em que penso eu, quando estou só? Penso nos Amigos e na Família, penso precisamente naqueles que amo. Preciso em absoluto dessa solidão para ficar a amá-los, a pensar neles. Preciso disso para escrever sobre eles, para lhes fazer um poema ou um texto tão palerma como este (e a minha absoluta e absurda necessidade de solidão).
Às vezes acontece de, nesses momentos, ser importunada por um familiar ou um amigo e refiro-me aos amigos e familiares a quem amo, não aos chatos, às chagas que todos conhecemos, refiro-me mesmo às pessoas que mais amo, à família mais chegada e aos Amigos de á maiúsculo. Mas dizia, há vezes que uma (ou várias) dessas pessoas resolvem imiscuir-se nas minhas rotinas de solidão, in
sistem em acompanhar-me pela rua, em parar comigo nas mesmas montras, entrar comigo nas mesmas lojas, enfim – não me largam. Em férias, se fora de casa, o problema agrava-se. Quase sempre partilhando o hotel, o quarto, todas as refeições, a praia, a piscina, enfim, quase tudo – a privacidade fica reduzida a pequenos lampejos como seja um curto passeio a pé na redondeza, o momento em que se vai comprar o jornal ou os minutos de ir fazer xixi no quarto do hotel e, ainda assim, às vezes calha de alguém da pandilha ter a ideia abstrusa de nos acompanhar nessas idas por vontade semelhante seja a fisiológica seja a de comprar o jornal ou tomar café no bar em frente ao hotel.Pergunto-me, às vezes, sobre a melhor forma, a menos rude, de lhes escapar, enfim, de os enxotar. Como me livrar deles sem os magoar? Será que não entendem que preciso, urgentemente, de ficar a sós comigo mesma para pensar? E em que penso eu, quando estou só? Penso nos Amigos e na Família, penso precisamente naqueles que amo. Preciso em absoluto dessa solidão para ficar a amá-los, a pensar neles. Preciso disso para escrever sobre eles, para lhes fazer um poema ou um texto tão palerma como este (e a minha absoluta e absurda necessidade de solidão).
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