
sábado, outubro 10, 2009
sexta-feira, outubro 09, 2009
É agora, Porto!
Não sou militante de nenhum partido, já votei em diferentes eleições em diferentes partidos, limito-me a seguir o meu próprio ideário. Não costumo manifestar-me tão abertamente e desta feita apenas o faço por duas razões muito importantes:
É, por isso, bem mais do que apenas afastar quem tanto mal tem feito a esta cidade mas é pôr em seu lugar quem tem um projecto sustentável, dinâmico e credível para fazer desta periferia de Gaia numa grande cidade, a segunda do país, capital do Noroeste Peninsular.
quinta-feira, outubro 08, 2009
"Porto: onde a incompetência é poder."
2. Claro que as sucessivas mudanças de posição do autarca em relação a assuntos estruturais, tais como a regionalização, que agora defende mas contra a qual fez campanha, revelam também a sua infinita desonestidade política, só passando impune num país onde a oposição é cúmplice na omissão, e o aparelho do seu próprio partido, o PSD, tolera tais incongruências de acordo com a maré e a conveniência. E este é talvez o maior perigo que a democracia portuguesa terá que enfrentar num futuro próximo: os partidos que ciclicamente ocupam o poder são escolas desideologizadas, onde até a mentira vale desde que para manter debaixo da sua bandeira cargos, funções, autarquias, mordomias. É o vale-tudo pelas migalhas do poder. O sr. Rui Rio, esse sublime incompetente que à boca fechada alguns sectores do PSD não toleram e que hoje destrói o Porto, será o mesmo, para não dizer o único, que amanhã, perante o estado imberbe a que o seu partido chegou, se apresentará como salvador supremo do dito. Tendo como credencias a soberba, a arrogância e uma falsa moral de odores salazarentos que o fazem melífluo e silencioso, características que, aparentemente, colhem bons frutos em certos círculos do mesmo partido, o sr. Rui Rio leva atrás de si uma gestão ruinosa, também em termos económicos, da Câmara Municipal do Porto. A este exemplo, a nomeação da irmã do seu Vice, Álvaro Castelo Branco, para ‘gerir’ o Rivoli, auferindo um ordenado de 3790 euros mensais, é esclarecedora. Acresce que, uma vez delapidada a Culturporto, a autarquia possui gente capaz para tal posto sem necessitar recorrer a contratações externas e pouco transparentes. Ainda de salientar, a propósito da tão alardeada honestidade beatífica do autarca, que Manuel Teixeira, seu chefe de gabinete, tem um vencimento de 5159,15 euros mensais, acrescidos de 2082,89 de despesas de representação, e Poças Martins recebe 12500 euros por mês, dados que o presidente se recusa a apresentar oficialmente tal é a impunidade com que decide, manda e manipula. É com esta mentalidade que, uma vez desgastada a actual líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, e afastadas as hipóteses de Santana ou Menezes, o sr. Rio prepara, na obscuridade do silêncio e numa troca-tintas sistemática em relação às causas nacionais, o assalto à cidadela do partido. Este é o primeiro-ministro em potência se o PSD e os eleitores o permitirem. E esta é, supõe-se, a sua suprema ambição. Um retorno ao pior do cavaquismo. Um autismo e autoritarismo cujos frutos são bem visíveis na malfadada cidade que dirige. Estará Portugal disposto a suportar tão triste sina? Venham os indecisos e deambulem por esta Mui Nobre, Leal e, até agora, Invicta Cidade do Porto. Perante o vazio que encontrarem, decidam. Não antes. Mas venham depressa porque a Cidade chegou ao fundo do poço. E daqui só sairá com a honestidade e ambição dos que se apresentarem como alternativa já em 2009.
segunda-feira, outubro 05, 2009
O demagogo no seu labirinto
Não foi, pois, por falta de pudor que disse o que disse à TSF sobre o assunto (dando como exemplo da "política cultural" da "sua" Câmara a edição de um livro sobre… os presidentes da autarquia), mas por ignorância.
Nem foi por descuido, mas por motivos mais grossos, que afirmou, ao mesmo tempo, que "comigo pode haver apoios, mas para o que tem potencial para ter público".
Ignoro que "público" (sei lá, se calhar milhões de portuenses correram a comprá-lo) terá tido o tal livro sobre os presidentes - e não vejo porque é que um livro, ou um espectáculo, "com público" precisará de apoios - mas, coerentemente com a sua noção demagógica de "cultura", Rio deveria ter editado antes o popularíssimo "Livro de S. Cipriano" ou o livro de mortalhas Zig Zag.
Certo é que, com gente como Rio, Camões nunca teria tido a tença nem teriam sido publicados "Os Lusíadas".
É a cultura, estúpido!
Foi há 14 anos. De lá para cá a História vem-se repetindo.
domingo, outubro 04, 2009
sexta-feira, outubro 02, 2009
Vale sempre a pena voltar a ler...
Rui Rio é um exemplo extremo da tantas vezes repetida constatação de Wittgenstein de que "o 'meu' mundo se revela no facto de os limites da [minha] linguagem (…) significarem os limites do 'meu' mundo". A linguagem de Rio diz, com efeito, tudo o que há a dizer sobre a estreiteza do "seu" mundo (um pequeno e asfixiante mundo entre a despensa e a sala de jantar) e sobre a mediocridade da "sua" gestão. Cultura, para Rio, significa La Féria e corridas de carros e de aviões. É esse o "seu" mundo, o mundo que a sua linguagem lhe permite e, reduzido ao tamanho do mundo de Rui Rio, o Porto transformou-se numa pequena cidade, um bairro periférico de si mesmo e do seu passado. Que Elisa Ferreira se proponha, se eleita, assumir pessoalmente o pelouro da Cultura é apenas o reconhecimento da situação de emergência cultural, que é o mesmo que dizer de identidade, que o Porto hoje vive.
quinta-feira, outubro 01, 2009
quinta-feira, setembro 24, 2009
quarta-feira, setembro 23, 2009
Momento de pausa para reflexão de âmbito pessoal
Regressei de um curto retiro espiritual. Não escolhi um lugar isolado, apenas um de moderada calma e suficientemente longe do meu habitat natural para me sentir retirada.sábado, setembro 12, 2009
Entre um e outro voo (ou a ver passar os eléctricos)
A minha cidade acordou hoje estremunhada de pássaros a motor. Aviões a brincar na acrobacia fantasiosa que a todos nos ocorre, vez em quando, de voar. O estrepitoso roncar das passarolas desarruma o usado voo das gaivotas que, loucas de espanto, se abandonam em rotas circulares assobiando gritos abafados.Entre um e outro voo abro a janela e fico a espreitar o fumo dos Breitlings em séries de sete a imitar o vê dos bandos de aves em migração.
Esta tarde não seguirei o voo dos aviões, fugindo ao bulício do povo mergulhado no rio até aos joelhos, vou ficar em sossego a ver passar os eléctricos eles também de ronco profundo fazendo trepidar as cadeiras no café
sexta-feira, setembro 11, 2009
Red Bull dá-te gaaaaassseeeesssss!!!!
mais do que a azulácea cor,
abriu-lhe os braços,
desarmados,
e voou.
Assim são os pássaros,
quando menos se espera
desatam a voar.
Qualquer coisinha lhes serve de asas!
Se é para aviar aviemo-nos!

há nas tuas asas esparsas
e na sépia do olhar
que com a sombra disfarças...
e quantas noites, quantas asas?
Dos beijos em que te afoitas,
dos lumes em que te abrasas.
Quanta ânsia de voar
há nas tuas asas esparsas
nos corpos por devorar
onde as palavras são escassas
e quantos olhos, quantas farsas,
no final de cada sonho
nos braços em que te abraças.
Quanta ânsia de voar
há nas tuas asas espars
as?Solta-te no ar
num voo de fazer inveja às garças!
sexta-feira, setembro 04, 2009
Conciliações
terça-feira, setembro 01, 2009
"O amor é louco, não façam pouco - Parte II"
será que nunca vais perceber,
que amar é sempre mais dar
do que o que hás-de receber?
Sonhas um anjo dourado
de asas longas a adejar
descendo em voo pausado
só para te vir abraçar.
Mas não há anjos no céu
senão os que inventares
em ti,
nem asas senão
as que fizeres voar
por ti,
à tua volta,
em teu redor.
Não há palavras com
que possas escrever,
ou mesmo dizer:
Amor!
Lembra-te que o mundo
que temos, é um lugar agreste
onde crescem mais os cardos
que uma qualquer flor silvestre.
Escreves amor nas paredes
será que não vais nunca entender,
como é isso do amor que se dá
sem se esperar receber?
terça-feira, agosto 25, 2009
Poema apalavrado
Palavra casa,palavra chão,
palavra asa,
palavra turbilhão!
Tanta palavra no gosto do povo,
tanta palavra que se faz de novo!
Palavra tolice,
palavra sandice,
palavra sem palavra,
palavra que se insurgisse,
não quero tanta palavra
para escrever palermice.
A palavra é a arma
de todo o que nela visse,
um uso que não fosse este,
um arrojo que não se ouvisse!
Arre!
Para quê tantas palavras
para dizer coisas pequenas,
se para dizer que amo
uso três letras apenas?
sábado, agosto 22, 2009
Por um Porto melhor!
Força Elisa!
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
domingo, agosto 16, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
Um castelo com ameias
Uma cidade sitiadade muros e esquinas,
curvas impossíveis de avançar.
A velha muralha a encerrar-te o corpo,
moído de ventos
e incompreensão.
Noutro tempo, talvez,
as tuas mãos,
uma guitarra,
um castelo com ameias
e o teu corpo a gritar
na agitação das marés.
O teu corpo, sempre,
lugar de viagem e retiro,
murmúrio atravessado na cidade.
quarta-feira, agosto 05, 2009
Fim de diário!
terça-feira, agosto 04, 2009
Diário de bordo de férias
segunda-feira, agosto 03, 2009
Diário de bordo de férias
Quando tornei do passeio a velha já lá não estava.
domingo, agosto 02, 2009
Diário de bordo de férias
São 18H30. O telemóvel transformou-se num instrumento útil para ver as horas. Em todo o período de férias apenas duas pessoas me ligaram – uma amiga a querer saber de mim e das minhas férias e dando-me conta das suas que terminavam e uma outra, esta mais por uma aflição que compreendo do que propriamente por saudades minhas. Noutros anos era mais animado e ruidoso, penso que devo estar a perder amigos ou talvez eles se estejam a perder de mim. Dantes acreditava que voltavam sempre, agora não tenho tanta segurança. É um dos óbices de não se “pertencer à manada”, toleram-me mas não me amam, logo não me sentem a falta!
Diário de bordo de férias
Quem, como eu, nada apenas de bruços e faz tentativas probrezinhas de crawl tentando sempre manter ao abrigo de água o nariz, os olhos e os ouvidos, incapaz de mergulhar é uma carta fora do baralho, nunca é “parte do grupo”. Enquanto os outros se entregam ao mergulho, a levantar ondas e espuma que eu, discretamente evito. Sou capaz de nadar distâncias razoáveis mas totalmente incapaz de mergulhar. Os do grupo, como em tudo, não me amam, mas toleram-me, não sou um deles mas ainda assim posso participar, sou tolerada. Acontece-me isso em quase tudo, não pertenço à manada mas sou tolerada o que, teoricamente, dá alguma segurança. Verdade seja dita, não me incomoda assim tanto, tenho mesmo alguma (muita) aversão a grupos lembrando sempre uma frase de Sting: “men go crazy in congregations, they only get better one by one”. Um dia convidaram-me para fazer parte de um clube de fãs – um daqueles onde um bando de maluquinhos ululando à volta do seu herói são oficialmente ungidos como Os fãs oficiais. Respondi ao próprio herói – que era quem me fez o convite –“deves estar tolinho!” Depois arrependi-me por ter ficado a achar que talvez o tivesse ofendido ao recusar dessa forma a distinção, sem contudo me conseguir imaginar entre a turba que cola posteres e selos e tece loas ao invencível herói. Julgo que, entretanto, o clube de fãs feneceu (ou pelo menos nunca mais ouvi falar de semelhante instituição), eu continuo tão fã quanto antes, admirando a genialidade do artista, mas antes como agora não conseguia conceber o carinho e admiração que sinto a tresmalhar-se ante o elogio bajulador e acrítico que tende a acometer as massas em êxtase. Os meus êxtases vivo-os sozinha!
Entretanto mais dois elementos do meu “clã” se barbataneiam na água, junto à escada, acenando-me e um 3º elemento aponta-me a objectiva da máquina obrigando-me a adeuzes sorridentes para a posteridade – uma pasta a que hei-de chamar “Algarve – férias – 2009” com toda a certeza.
Na política de não-inscrição em que ando empenhada estes momentos de introspecção são, na verdade, a evitar.
“’Bora lá mergulhar!” (quer dizer… nadar, nadar!).
sábado, agosto 01, 2009
Diário de bordo de férias
Paro, por um momento, a olhar a garrafa na prateleira do quarto, garrafa de estilista a custar oito euros, pus-me a imaginar-lhe o sabor, talvez salobinha como a evian que um dia tive o desprazer de provar em Berlim (rapo uma sede fora de Portugal, santo Deus!) mas aperaltada numa garrafa estilizada. Imaginei uma garrafa de luso com um lacinho ao pescoço – digo gargalo – que bem me saberia!
Percebo que a música chata lá fora era, afinal, ao vivo, uma sujeita de voz jazzy dá as boas vindas aos camones “C’mon you beach people!” e a beach-people rejubila!
zZZZzzzzzzzZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzz
sexta-feira, julho 31, 2009
Diario de bordo de férias
quinta-feira, julho 30, 2009
Diario de bordo de férias
Sobre isto me deitei a pensar no dia 4 de férias.
Vilamoura é um lugar excessivamente barulhento para continuar esta meditação. Máscara perfeita de sol, mar, marina, hotel de muitas estrelas a compensar aqueloutra falta de luz que me persegue – “who cares”? quando há saúde, sol, jacuzzi, música a estourar até às tantas – haja saúde de dinheiro prós gastos! Interessa inscrever apenas o que fica na fotografia.
Ainda assim trago em mim uma memória de outro tempo, cheio de estrelas que iluminavam o silêncio, as rãs coachando no pequeno lago entre os nenúfares floridos e os grilos e os bezouros adormeciam a noite.
terça-feira, julho 21, 2009
Tão triste
"mas já me doem as veias quando te chamoo coração oxidado enjaulou a vontade de te amar
os dedos largaram profundas ausências sobre o rosto
e os dias são pequenas manchas de cor sem ninguém"
conhecer-te do corpo as imperfeições,
seguir com as pontas dos dedos
os sinais que tens,
cada lugar mais escuro,
cada impureza.
Tão triste como
visitar-te os olhos sentir-te em silêncio,
percorrer-te os trilhos
dentro do cinzento,
cada noite em claro,
cada incêndio.
Tão triste como
morreres-me por dentro
e crescer no meu peito
uma lápide ao centro
quinta-feira, julho 09, 2009
Luz & Sombra
terça-feira, julho 07, 2009
domingo, julho 05, 2009
quinta-feira, julho 02, 2009
Corpo
como se o mundo acabasse
na curva que o vento faz
junto ao teu peito
e ardesses em mim
como o silêncio nas árvores.
quarta-feira, julho 01, 2009
Sir Elton
terça-feira, junho 30, 2009
domingo, junho 28, 2009
R.I.P. Jacko
Depois tanto alarido, a minha singelíssima homenagem a Michael Jackson que é lembrar uma velha música para a qual eu tenho mood e citar um artigo bem feito do ipsilon do Público para ler aqui .Eu tinha 10 anos e a escolha seria "Beat It".
Que descanse em paz.
"One day in your life
you'll remember a place
Someone's touching your face
You'll come back and
you'll look around you
One day in your life
You'll remember the love
you found here
You'll remember me somehow
Though you don't need me now
I will stay in your heart
And when things fall apart
You'll remember one day..."
quarta-feira, junho 24, 2009
sábado, junho 20, 2009
Pensam-me, logo existo!
[…] A uma hora dessas
por onde andará seu pensamento
Dará voltas na Terra
ou no estacionamento?
Onde longe Londres Lisboa
ou na minha cama?
[…] *
Os mortos só morrem verdadeiramente quando deixam de ser lembrados, pensados. Com os vivos passa-se o mesmo, enquanto pessoas não existimos se aqueles que nos conhecem não nos lembram.
Às vezes, como agora, dou por mim a pensar em quem pensará em mim e do que se lembrará de mim, tanto agora como quando eu partir. Dou por mim a pensar que marca deixo nos outros (se a deixo). Que lembraça será, a dos olhares partilhados, das pequenas piadas, frases ditas, pensamentos profundos ou apenas parvos, “estórias” de batalhas travadas ou de pura diversão. Inquieta-me este pensamento. Da mesma forma que a distância dos que fazem parte de mim sempre me inquietou, a distância real, física, dos que partem para outro lugar e aquela ainda mais difícil de quebrar, aquela que vamos deixando interpor-se, dos muros de distância que vamos construído.
[…]
A uma hora dessas
por onde passará seu pensamento
Por dentro da minha saia
ou pelo firmamento?
[…] *
Se eu morresse hoje, que poemas fariam a minha mortalha? Haveria poemas? Que poemas me dedicariam?
Natália Correia escreveu " Os que nunca inspiraram um poema/são as únicas pessoas sós."
Que poema inspiraria eu aos meus amigos?
domingo, junho 14, 2009
Às vezes...
sábado, junho 13, 2009
Eugénio

1. Lembrar.
2. Trazer à memória.
3. Solenizar, recordando.
quinta-feira, junho 11, 2009
Pub - O Apetitoso...

quarta-feira, junho 10, 2009
Um eléctrico chamado Poesia
domingo, junho 07, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009
Há dias assim...
domingo, maio 31, 2009
Poetas de Café
segunda-feira, maio 25, 2009
Momento de Pub (ou as boas notícias)
Eu também lá irei estar, para assinar sobre estes meus “filhotes”, a quem os quiser levar para casa, em dia e hora a anunciar.
A Feira do Livro do Porto que este ano se realizará na deserta Avenida dos Aliados terá o horário que abaixo transcrevo:
2ª a 5ª Feira, das 12h30 às 20h30
6ª e véspera de feriados, das 12h30 às 23h00
Sábados, das 11h00 às 23h00 - Domingo, das 11h00 às 22h00
"[...] com o peso do caminho que se fez pra trás"
Este blog anda triste, anda de luto. Começou o seu luto com a morte anunciada (na passagem de ano) dos Bandemónio. Não que isso seja realmente importante apenas representa o fim de um ciclo, o fim de um passado ao qual gosto sempre de me agarrar. Tenho este problema de usar o passado como alicerce, custa-me depois desagarrar-me dele, sem ele fico como que sem chão, sem memória, e isso custa-me.
Continuou o seu luto, agora pela morte trágica de um amigo (não sei se há morte que não seja trágica mas…), uma morte real e não de um símbolo do passado, a morte real de alguém real, pele e osso que deixou de existir como tal passando a ser apenas uma memória.
Como gosto muito de música com palavras dentro tenho alguns músicos como espécie de filósofos pessoais, entre eles Sting que, não obstante esse facto, também diz coisas com as quais não concordo; uma dessas coisas é uma música com a qual nunca concordei, chamada “History will teach us nothing”, mas hoje, a ver se acredito nisto, citá-la-ei:
As boas notícias deixá-las-ei para o post seguinte.
domingo, maio 24, 2009
sexta-feira, maio 15, 2009
Rigor Mortis
(Ao Carlos)a saudade com dentes de ferro
e penteássemos a tua memória
com pentes de prata,
remoendo interiormente
este silêncio tão vazio
do poema onde nos deixaste.
Rigor mortis,
o teu corpo, pedaço lívido
da carne que antes foste,
procurando o céu na imensidão
que lentamente te foi
da sua longa mão desamparando .
Rigor mortis,
a letra
rigorosamente desenhada
pelos teus dedos,
ternamente longa,
elegante,
imaculadamente viva,
as letras todas soletrando
a dança das palavras onde
recriavas o mundo
dessa forma invulgar,
abraçando o pormenor furtivo
da luminosa língua
agora morta.
Chegaremos tarde,
apavorados de morte,
chegaremos tarde ao teu sepulcro
e tarde demais te amaremos.
quarta-feira, maio 13, 2009
Uma canção para ti
O tempo tocando o mundocomo um realejo de infância,
abrindo o sulco profundo
que nos causa ânsia.
Os olhos buscando olhos
permanecendo sem fim,
pedaços de tempo sumido
que eu pensava guardar em mim.
Há tempo no tempo que somos,
o tempo que o tempo nos der,
há tempo que é tempo sempre
enquanto o tempo quiser.
Um abraço perdido no tempo,
um sorriso de amanhecer,
pedaços furtivos de vida
mesmo sem se perceber.
Uma casa no fundo da estrada,
um lugar para viver,
a janela aberta para a rua
até a rua se desvanecer.
Há tempo no tempo que somos,
o tempo que o tempo nos der,
há tempo que é tempo sempre
enquanto o tempo quiser.
quinta-feira, maio 07, 2009
Obituário
(circa 1993 - 2009)
Resquiescat in pace
terça-feira, maio 05, 2009
Música às palavras...
A música (os poemas e a conversa também...) não foram fotografados, mas foi tão bom! :-)
domingo, maio 03, 2009
É hoje!
Até logo.
quinta-feira, abril 30, 2009
Música às Palavras, Palavras à Música!

sábado, abril 25, 2009
"Loving you's a dirty job..."
terça-feira, abril 21, 2009
A um tempo de silêncio interior
percorri , por dentro, o teu corpo,
imagem trans-iluminada,
luz transparente e cálida a
escrutinar-te o ventre.
(rumores que serias tu por dentro,
mais por dentro do que os outros viam)
Nele tracei bissectrizese meridianos de
hipotransparências sonolucentes,
viagem contínua ao teu espaço interior.
cobertas, pudendas,
de pele e silêncio.
quinta-feira, abril 16, 2009
Se perguntarem por mim
Se perguntarem por mimdiz que não estou,
diz que parti com a brisa
numa estrada curva
para um lugar incerto
junto ao precipício.
Se perguntarem por mim
diz que eu parti,
que sulquei estradas,
vales e montanhas
até me perder
num lugar de espanto.
Se perguntarem por mim
diz que eu me fui
que rumei serena pela madrugada
procurando rios, navegando mares,
abraçada ao fogo,
junto à tempestade.
Se perguntarem por mim
diz que não me viste
desde a eternidade
em que na manhã
se incendiou a tarde.
Se perguntarem por mim
diz que eu fugi,
que errei sozinha,
frente à tempestade
sem achar caminho
de volta à cidade.
Se perguntarem por mim
diz que eu morri,
diz que me fiz pó
e cinza no mar
e que o meu sangue é chuva
que não há-de tardar.
terça-feira, abril 14, 2009
segunda-feira, abril 13, 2009
sábado, abril 11, 2009
All about birds

Assim são os pássaros, não há como amá-lo senão na distância silenciosa de uma nuvem.
terça-feira, abril 07, 2009
Pautas...
Há algum tempo atrás, como quem acompanha este blog sabe, o compositor Rui Soares da Costa fez três músicas a “ilustrar” poemas meus, nessa altura enviou-me as pautas, um lindo livrinho que imprimi e encadernei cheia de ternura, como se fosse c
oisa minha. Olhava-as e nada percebia mas ainda assim agradava-me o seu desenho, é uma coisa sensual aquelas bolinhas brancas e pretas em cinco linhas, ora a subir, ora a descer com frases catitas em italiano piano-forte-alegro-ma-non-troppo, etc.Assim foi durante pelo menos um mês. Não tinha a quem as mostrar que me dissesse se eram boas ou más, que mas tocasse ao piano ou sequer mas cantarolasse e isso angustiava-me mas ainda assim guardei-as como coisa minha. Algum tempo mais tarde o mesmo compositor cedeu-me uma maqueta fanhosa, gravada de computador, com um piano sintetizado e um instrumento semelhando uma flauta a fazer as vezes da voz e eu logo me muni das pautas para acompanhar as músicas e as perceber. Por terem o texto foi-me relativamente fácil segui-las [e ao ouvi-las, há bem pouco tempo por sinal, ao vivo e a cores com um piano a sério e uma cantora de pele e osso (será voz e osso? pele e voz?) percebi que andei bem perto de as perceber e isso agradou-me] foi como se tivesse conseguido ler essa língua estrangeira. Andei algum tempo com essas pautas atrás de mim, levava-as para onde fosse e sorrateiramente espreitava-as, como se um novo poema tivesse nascido dos meus poemas, um poema que eu não sabia ler, ansiava encontrar alguém que entendesse aquela linguagem e a desvendasse, espécie de feiticeiro que possuísse a chave daquele mistério do qual eu agora inadvertidamente era parte também.
sábado, abril 04, 2009
Há demasiadas esquinas na memória desta cidade
"Oh no, it's raining againToo bad I'm losing a friend.
Oh no, it's raining again
Oh, will my heart never mend?
You're old enough some people say
To read the signs and walk away.
It's only time that heals the pain
And makes the sun come out again."
de novo,
aos escombros do silêncio,
lembra-te:
- Eu estarei lá,
mas talvez tu
já não me encontres,
talvez já não me reconheças
nem me aches
na sombra do silêncio que antes fomos.
Quando, de novo,
o vento te assolar
e te secar a pele
e de novo te deitares
na palha dura
e o céu se fizer tecto
dos teus medos
De novo me hás-de procurar
- E eu estarei lá,
mas talvez já não me reconheças
na treva que o tempo fez nascer entre nós
quinta-feira, abril 02, 2009
Music was my first love (II)
Outra pergunta frequente é “tens escrito?” – como se os poemas nascessem nas árvores ou assim, penso – respondo quase sempre “…pouco…” e é verdade, escrevo sempre tão pouco, tão muito menos do que gostaria e quase sempre tão mal, tão muito pior do que ambiciono…
E, na verdade, os poemas nascem nas árvores e andam por aí aos pontapés, eles estão lá, nos sítios já quase prontos a colher eu é que tardo a encontrá-los, como sempre na vida tardo, tardo, tardo…
sábado, março 28, 2009
"Love breaks the wings of a butterfly on a wheel"
A pequena borboleta pousou sobre o meu olho esquerdo, beijou-o com avidez, lábios húmidos e quentes.Sub-repticiamente as nossas mãos entrelaçaram-se e assim permaneceram alguns segundos, tocando a pele da face, discutindo a maciez das texturas.
Saudades da pequena borboleta, húmida e breve toda envolta no teu perfume.
quarta-feira, março 25, 2009
Haikus
Estão aqui , o meu é o sexto. Gostei de o ouvir dito! Obrigada ao Luís Gaspar o dizer bem!




















