terça-feira, julho 07, 2009
domingo, julho 05, 2009
quinta-feira, julho 02, 2009
Corpo
como se o mundo acabasse
na curva que o vento faz
junto ao teu peito
e ardesses em mim
como o silêncio nas árvores.
quarta-feira, julho 01, 2009
Sir Elton
terça-feira, junho 30, 2009
domingo, junho 28, 2009
R.I.P. Jacko
Depois tanto alarido, a minha singelíssima homenagem a Michael Jackson que é lembrar uma velha música para a qual eu tenho mood e citar um artigo bem feito do ipsilon do Público para ler aqui .Eu tinha 10 anos e a escolha seria "Beat It".
Que descanse em paz.
"One day in your life
you'll remember a place
Someone's touching your face
You'll come back and
you'll look around you
One day in your life
You'll remember the love
you found here
You'll remember me somehow
Though you don't need me now
I will stay in your heart
And when things fall apart
You'll remember one day..."
quarta-feira, junho 24, 2009
sábado, junho 20, 2009
Pensam-me, logo existo!
[…] A uma hora dessas
por onde andará seu pensamento
Dará voltas na Terra
ou no estacionamento?
Onde longe Londres Lisboa
ou na minha cama?
[…] *
Os mortos só morrem verdadeiramente quando deixam de ser lembrados, pensados. Com os vivos passa-se o mesmo, enquanto pessoas não existimos se aqueles que nos conhecem não nos lembram.
Às vezes, como agora, dou por mim a pensar em quem pensará em mim e do que se lembrará de mim, tanto agora como quando eu partir. Dou por mim a pensar que marca deixo nos outros (se a deixo). Que lembraça será, a dos olhares partilhados, das pequenas piadas, frases ditas, pensamentos profundos ou apenas parvos, “estórias” de batalhas travadas ou de pura diversão. Inquieta-me este pensamento. Da mesma forma que a distância dos que fazem parte de mim sempre me inquietou, a distância real, física, dos que partem para outro lugar e aquela ainda mais difícil de quebrar, aquela que vamos deixando interpor-se, dos muros de distância que vamos construído.
[…]
A uma hora dessas
por onde passará seu pensamento
Por dentro da minha saia
ou pelo firmamento?
[…] *
Se eu morresse hoje, que poemas fariam a minha mortalha? Haveria poemas? Que poemas me dedicariam?
Natália Correia escreveu " Os que nunca inspiraram um poema/são as únicas pessoas sós."
Que poema inspiraria eu aos meus amigos?
domingo, junho 14, 2009
Às vezes...
sábado, junho 13, 2009
Eugénio

1. Lembrar.
2. Trazer à memória.
3. Solenizar, recordando.
quinta-feira, junho 11, 2009
Pub - O Apetitoso...

quarta-feira, junho 10, 2009
Um eléctrico chamado Poesia
domingo, junho 07, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009
Há dias assim...
domingo, maio 31, 2009
Poetas de Café
segunda-feira, maio 25, 2009
Momento de Pub (ou as boas notícias)
Eu também lá irei estar, para assinar sobre estes meus “filhotes”, a quem os quiser levar para casa, em dia e hora a anunciar.
A Feira do Livro do Porto que este ano se realizará na deserta Avenida dos Aliados terá o horário que abaixo transcrevo:
2ª a 5ª Feira, das 12h30 às 20h30
6ª e véspera de feriados, das 12h30 às 23h00
Sábados, das 11h00 às 23h00 - Domingo, das 11h00 às 22h00
"[...] com o peso do caminho que se fez pra trás"
Este blog anda triste, anda de luto. Começou o seu luto com a morte anunciada (na passagem de ano) dos Bandemónio. Não que isso seja realmente importante apenas representa o fim de um ciclo, o fim de um passado ao qual gosto sempre de me agarrar. Tenho este problema de usar o passado como alicerce, custa-me depois desagarrar-me dele, sem ele fico como que sem chão, sem memória, e isso custa-me.
Continuou o seu luto, agora pela morte trágica de um amigo (não sei se há morte que não seja trágica mas…), uma morte real e não de um símbolo do passado, a morte real de alguém real, pele e osso que deixou de existir como tal passando a ser apenas uma memória.
Como gosto muito de música com palavras dentro tenho alguns músicos como espécie de filósofos pessoais, entre eles Sting que, não obstante esse facto, também diz coisas com as quais não concordo; uma dessas coisas é uma música com a qual nunca concordei, chamada “History will teach us nothing”, mas hoje, a ver se acredito nisto, citá-la-ei:
As boas notícias deixá-las-ei para o post seguinte.
domingo, maio 24, 2009
sexta-feira, maio 15, 2009
Rigor Mortis
(Ao Carlos)a saudade com dentes de ferro
e penteássemos a tua memória
com pentes de prata,
remoendo interiormente
este silêncio tão vazio
do poema onde nos deixaste.
Rigor mortis,
o teu corpo, pedaço lívido
da carne que antes foste,
procurando o céu na imensidão
que lentamente te foi
da sua longa mão desamparando .
Rigor mortis,
a letra
rigorosamente desenhada
pelos teus dedos,
ternamente longa,
elegante,
imaculadamente viva,
as letras todas soletrando
a dança das palavras onde
recriavas o mundo
dessa forma invulgar,
abraçando o pormenor furtivo
da luminosa língua
agora morta.
Chegaremos tarde,
apavorados de morte,
chegaremos tarde ao teu sepulcro
e tarde demais te amaremos.
quarta-feira, maio 13, 2009
Uma canção para ti
O tempo tocando o mundocomo um realejo de infância,
abrindo o sulco profundo
que nos causa ânsia.
Os olhos buscando olhos
permanecendo sem fim,
pedaços de tempo sumido
que eu pensava guardar em mim.
Há tempo no tempo que somos,
o tempo que o tempo nos der,
há tempo que é tempo sempre
enquanto o tempo quiser.
Um abraço perdido no tempo,
um sorriso de amanhecer,
pedaços furtivos de vida
mesmo sem se perceber.
Uma casa no fundo da estrada,
um lugar para viver,
a janela aberta para a rua
até a rua se desvanecer.
Há tempo no tempo que somos,
o tempo que o tempo nos der,
há tempo que é tempo sempre
enquanto o tempo quiser.
quinta-feira, maio 07, 2009
Obituário
(circa 1993 - 2009)
Resquiescat in pace
terça-feira, maio 05, 2009
Música às palavras...
A música (os poemas e a conversa também...) não foram fotografados, mas foi tão bom! :-)
domingo, maio 03, 2009
É hoje!
Até logo.
quinta-feira, abril 30, 2009
Música às Palavras, Palavras à Música!

sábado, abril 25, 2009
"Loving you's a dirty job..."
terça-feira, abril 21, 2009
A um tempo de silêncio interior
percorri , por dentro, o teu corpo,
imagem trans-iluminada,
luz transparente e cálida a
escrutinar-te o ventre.
(rumores que serias tu por dentro,
mais por dentro do que os outros viam)
Nele tracei bissectrizese meridianos de
hipotransparências sonolucentes,
viagem contínua ao teu espaço interior.
cobertas, pudendas,
de pele e silêncio.
quinta-feira, abril 16, 2009
Se perguntarem por mim
Se perguntarem por mimdiz que não estou,
diz que parti com a brisa
numa estrada curva
para um lugar incerto
junto ao precipício.
Se perguntarem por mim
diz que eu parti,
que sulquei estradas,
vales e montanhas
até me perder
num lugar de espanto.
Se perguntarem por mim
diz que eu me fui
que rumei serena pela madrugada
procurando rios, navegando mares,
abraçada ao fogo,
junto à tempestade.
Se perguntarem por mim
diz que não me viste
desde a eternidade
em que na manhã
se incendiou a tarde.
Se perguntarem por mim
diz que eu fugi,
que errei sozinha,
frente à tempestade
sem achar caminho
de volta à cidade.
Se perguntarem por mim
diz que eu morri,
diz que me fiz pó
e cinza no mar
e que o meu sangue é chuva
que não há-de tardar.
terça-feira, abril 14, 2009
segunda-feira, abril 13, 2009
sábado, abril 11, 2009
All about birds

Assim são os pássaros, não há como amá-lo senão na distância silenciosa de uma nuvem.
terça-feira, abril 07, 2009
Pautas...
Há algum tempo atrás, como quem acompanha este blog sabe, o compositor Rui Soares da Costa fez três músicas a “ilustrar” poemas meus, nessa altura enviou-me as pautas, um lindo livrinho que imprimi e encadernei cheia de ternura, como se fosse c
oisa minha. Olhava-as e nada percebia mas ainda assim agradava-me o seu desenho, é uma coisa sensual aquelas bolinhas brancas e pretas em cinco linhas, ora a subir, ora a descer com frases catitas em italiano piano-forte-alegro-ma-non-troppo, etc.Assim foi durante pelo menos um mês. Não tinha a quem as mostrar que me dissesse se eram boas ou más, que mas tocasse ao piano ou sequer mas cantarolasse e isso angustiava-me mas ainda assim guardei-as como coisa minha. Algum tempo mais tarde o mesmo compositor cedeu-me uma maqueta fanhosa, gravada de computador, com um piano sintetizado e um instrumento semelhando uma flauta a fazer as vezes da voz e eu logo me muni das pautas para acompanhar as músicas e as perceber. Por terem o texto foi-me relativamente fácil segui-las [e ao ouvi-las, há bem pouco tempo por sinal, ao vivo e a cores com um piano a sério e uma cantora de pele e osso (será voz e osso? pele e voz?) percebi que andei bem perto de as perceber e isso agradou-me] foi como se tivesse conseguido ler essa língua estrangeira. Andei algum tempo com essas pautas atrás de mim, levava-as para onde fosse e sorrateiramente espreitava-as, como se um novo poema tivesse nascido dos meus poemas, um poema que eu não sabia ler, ansiava encontrar alguém que entendesse aquela linguagem e a desvendasse, espécie de feiticeiro que possuísse a chave daquele mistério do qual eu agora inadvertidamente era parte também.
sábado, abril 04, 2009
Há demasiadas esquinas na memória desta cidade
"Oh no, it's raining againToo bad I'm losing a friend.
Oh no, it's raining again
Oh, will my heart never mend?
You're old enough some people say
To read the signs and walk away.
It's only time that heals the pain
And makes the sun come out again."
de novo,
aos escombros do silêncio,
lembra-te:
- Eu estarei lá,
mas talvez tu
já não me encontres,
talvez já não me reconheças
nem me aches
na sombra do silêncio que antes fomos.
Quando, de novo,
o vento te assolar
e te secar a pele
e de novo te deitares
na palha dura
e o céu se fizer tecto
dos teus medos
De novo me hás-de procurar
- E eu estarei lá,
mas talvez já não me reconheças
na treva que o tempo fez nascer entre nós
quinta-feira, abril 02, 2009
Music was my first love (II)
Outra pergunta frequente é “tens escrito?” – como se os poemas nascessem nas árvores ou assim, penso – respondo quase sempre “…pouco…” e é verdade, escrevo sempre tão pouco, tão muito menos do que gostaria e quase sempre tão mal, tão muito pior do que ambiciono…
E, na verdade, os poemas nascem nas árvores e andam por aí aos pontapés, eles estão lá, nos sítios já quase prontos a colher eu é que tardo a encontrá-los, como sempre na vida tardo, tardo, tardo…
sábado, março 28, 2009
"Love breaks the wings of a butterfly on a wheel"
A pequena borboleta pousou sobre o meu olho esquerdo, beijou-o com avidez, lábios húmidos e quentes.Sub-repticiamente as nossas mãos entrelaçaram-se e assim permaneceram alguns segundos, tocando a pele da face, discutindo a maciez das texturas.
Saudades da pequena borboleta, húmida e breve toda envolta no teu perfume.
quarta-feira, março 25, 2009
Haikus
Estão aqui , o meu é o sexto. Gostei de o ouvir dito! Obrigada ao Luís Gaspar o dizer bem!
sábado, março 21, 2009
"Que a música esteja sempre connosco"
Urgente
Urgente?
Urgente
é o pão na boca do pobre,
urgente
é o céu
que a todos nos cobre,
urgente
é a mão que afaga
e me acode,
urgente
é o não que
na língua me morde.
Urgente?
Nada é urgente
senão a sorte.
Urgente
é o passo
com que fujo da morte,
urgente
é a ausência
de mim e o desnorte,
urgente
é a demência
que em mim se faz forte.
Parabéns ao compositor e aos interpretes e,
pela minha parte, muito obrigada!
sexta-feira, março 20, 2009
Hoje na O.M. - Entrada livre
CECÍLIA FONTES – Soprano
JOSÉ PARRA – Piano
PROGRAMA
PARTE I
Urbanidades:* Rui Soares da Costa (1958 - )
(Alexandra Malheiro)
· Balada
· Pressenti-te
· Urgente
Folhas caídas: Rui Soares da Costa
(Almeida Garrett)
· Os cinco sentidos*
· Barca bela
· Voz e aroma
Dois Sonetos: Rui Soares da Costa
(Florbela Espanca)
· Desejos vãos
· Vaidade
Seis Canciones:** Angel Oliver (1937-2005)
· Donde está mi amor?
(M Vegas Asin)
· Pajarita de las nieves
(J. Lacomba)
· Llega al llano
(J. Lacomba)
· Amiga amapola
(J. Lacomba)
· “Remansillo”
(Federico Garcia Lorca)
· Canción de juventud
(F Villaespesa)
PARTE II
Cuatro Canciones:** Angel Oliver
(M. de Unamuno)
· Alégrate corazón
· Flor cerrada
· En la ribera del lago
· Ay, esa flor
Aurora boreal* Rui Soares da Costa
(António Gedeão)
Canciones para niños: Xavier Montsalvadge (1912-2002)
(Federico Garcia Lorca)
· Paisaje
· El lagarto está llorando
· Caracola
· Cancion tonta
· Cancion China en Europa
· Cancioncilla Sevillana
*1ª audição mundial
**1ª audição em Portugal
Notas ao Programa:
Xavier Montsalvatge (1912-2002)
É um dos compositores mais representativos da chamada “geração perdida”, aquela apanhada entre o grupo de compositores activos antes do fascismo espanhol e os criadores mais actuais. A sua música tem uma notória projecção internacional, sendo considerado uma referência na cena musical contemporânea. O seu ciclo Cinco Canciones Negras (1945) terá sido um dos principais responsáveis pelo crescimento da sua notoriedade além fronteiras. Este ciclo marcou o início de um período pós-nacionalista, que mais tarde evoluiu para uma “fase antilhana”, na qual são notáveis os elementos estilísticos afro-americanos autóctones das ilhas das Antilhas e das Caraíbas. Durante o seu longo percurso foi ecléctico na sua escolha de materiais e de inspirações, tendo partido da herança wagneriana, para posteriormente abraçar o serialismo, o impressionismo, o politonalismo e a estética irreverente dos Les Six.
O ciclo de Canciones para Niños (1953) que hoje ouviremos, sobre poemas de Federico García Lorca, está tingido de um espírito brincalhão, próprio de Satie ou de Poulenc, impregnado de referências surrealistas, e adornado com um certo “exotismo” musical.
Ángel Oliver Pina (1937 – 2005)
Pedagogo, organista, pianista, director de coros e conferencista, são algumas das múltiplas facetas deste compositor espanhol.
Ilustre aluno de Cristobal Halffter e de Petrassi, em composição, e de Jesús Guridi no orgão, este compositor aragonês desenvolveu igualmente uma notável actividade como editor de materiais para o ensino.
Das suas obras, ele próprio dizia que eram "o resultado da necessidade premente de expressão que todo o criador possui, um reflexo da sua vida, dos sofrimentos, das inquietações e das alegrias que ela traz”.
Os dois ciclos de canções que constam do programa recolhem a herança do nacionalismo, com uma escolha de poemas que encontram o seu fio condutor na descrição da vida simples do campo. A música, na sua aparente simplicidade, é o resultado de um trabalho minucioso; uma escrita orgânica e idiomática para a voz e para o piano, um uso rico e depurado da harmonia.
Rui Soares da Costa (1958 - )
Desde cedo se interessou pela Composição, tendo estudado no Conservatório de Música do Porto com Maria Teresa Macedo e Cândido Lima.
Os “Sonetos de Florbela Espanca” (1994) e o ciclo “Folhas Caídas” (2000) com textos de Almeida Garrett, são o resultado da evolução da linguagem utilizada nos “Sonetos” de Luís de Camões (1980), de inspiração impressionista, mas procurando uma expressão própria e uma preocupação crescente na interligação texto-música. A escolha dos textos, feita nos clássicos da literatura portuguesa, espelha bem o desejo de divulgar a nossa poesia e cultura, propósito que sempre estabeleceu desde que decidiu usar os belíssimos versos que os poetas portugueses glosaram nos últimos séculos. Nas suas obras para Canto e Piano pode assim usar a Voz como instrumento e a mensagem que ela veicula unidas na linguagem universal que é a Música.
O ciclo “Mar Portuguez” com textos de Fernando Pessoa (2002) e “Aurora Boreal” de António Gedeão (2008) foram as últimas criações utilizando os “clássicos”. Nesta última, que ouviremos em primeira audição, o autor recria as quarenta janelas da poesia em múltiplos ambientes sonoros, usando vários recursos estilísticos no Piano e na Voz, mas conseguindo um todo coerente num desafio exigente para a soprano.
“Urbanidades”(2008) são a primeira experiência com textos que, embora não sendo da autoria de um clássico, despertaram o desejo de os ilustrar em música, dada a qualidade e modernidade dos versos da poetisa Alexandra Malheiro. Este ciclo é também apresentado em primeira audição. A primeira das três canções que compõem o ciclo, pretende lembrar o ambiente das baladas francesas de um Trenet e outros no período entre guerras, que tantos corações fizeram bater mais depressa nesses anos únicos do século XX. A segunda é uma “plaisenterie” aos telemóveis, onde poderemos reconhecer facilmente a “Nokia tune” que todos os dias nos entra pelos ouvidos nos lugares mais inimagináveis, mas aqui tratada de uma forma jazzística e intimamente ligada à poesia. Na terceira canção a urgência é o mote e, desde o início, com a ambulância a gritar até à premência que é exigida à cantora, sente-se uma instabilidade quase hemodinâmica que nos deixa sem fôlego.
sexta-feira, março 13, 2009
"Vision over visibility"

Ontem falaste-me de Nova Iorque “ah… Nova Iorque, Nova Iorque!” – dizias. Quero lá saber de Nova Iorque! Quero é saber da cor dos teus olhos e se lá dentro dormem princesas ou assassinos, se os deixas levar por correntes e aluviões ou se os prendem misérias ao cais como mãos que se estendem de espanto e desolação. Não me interessa Nova Iorque o os seus Sinatras a espalhar a notícia, não quero saber.
Apaga-lhe, esta noite, os neons e acende antes os teus olhos entre nós dois, como um feixe de luz que há-de arder depois no meu peito, só essa luz pequena, desusada, dos teus olhos, a deixar que as estrelas surjam pisca-pisca no firmamento, em vez do exagero luminoso da cidade.
Quero lá saber de Nova Iorque.
Amanhã parto para lá!
terça-feira, março 10, 2009
A poesia tem género - O rescaldo (Parte II)
segunda-feira, março 09, 2009
A poesia tem género? - O rescaldo (Parte I)

sábado, março 07, 2009
Poesia no Feminino no Clube Literário do Porto

Promete-se muita poesia, conversa, partilha de sensibilidades poéticas entre mulheres e homens, esperando-se forte participação do público e algumas surpresas.
Dia 8 de Março, pelas 17h00, no auditório do CLP. Apareça!
sexta-feira, março 06, 2009
Última vez!
quarta-feira, março 04, 2009
domingo, março 01, 2009
Magnólia

que jaz nua
sob a magnólia branca.
Fala-me dos seus olhos
cor de vento
que esperam os teus
pelos declives do Inverno.
Fala-me da mulher
cujo corpo repousa
entre os teus dedos
diz-me da nudez dos
seus seios, da palidez
da sua pele, diz-me do cheiro
à magnólia que, como a ela,
vais despetalando
pela noite dentro enquanto
a lua se abre plena
para enlaçar solícita
os amantes desnudados.
domingo, fevereiro 15, 2009
domingo, fevereiro 08, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
O Passado é um tempo sem Futuro
numa página
ou num poema,
ficavas como um silêncioou um espaço em branco,
uma sílaba faltosa,
a palavra inacabada.
a caneta,
apontava-te o bico e tu…
nada,
nem uma letra
para acalmar-me a angústia
da tua ausência.
Às vezes pensava bater-te
à máquina,
ligar o computador
e substitui-te em gerúndio
a palavra do amor…
fazendo…
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Tão pouco
Sei tão poucodos poemas que te escrevo,
a palavra eriçada,
coberta de cinza na língua
que não sabemos pronunciar.
Sei tão pouco dos teus dedos,
onde se prolonga a pele
sedenta de mais pele,
reduzindo a escombros o sol.
Sei tão pouco dos teus olhos,
lugar de silêncios onde
se guarda a penumbra e
se acertam os passos,
vagarosos conta-gotas do infinito.
Sei tão pouco de mim
que me inundam estas
lágrimas por dentro,
sôfregas, centrífugas,
serpenteando caminhos
rumo ao incêndio.


















