sábado, junho 13, 2009

Eugénio

Faz hoje 4 anos que morreu José Fontinhas - Eugénio de Andrade.


Vá, sejam participativos e encham-me a caixa de comentários com poemas de (ou para) Eugénio!
Comemoremos a morte do Poeta como deve ser comemorada, com Poesia.


Adenda ao post:
Comemorar (diccionário Porto Editora):
v. tr.
1. Lembrar.
2. Trazer à memória.
3. Solenizar, recordando.

quinta-feira, junho 11, 2009

Pub - O Apetitoso...


Passei hoje no Stand C - I - 02, do Clube Literário do Porto, na Feira do Livro do Porto, ali bem juntinho ao "supermercado" da Leya e ao D. Pedro. Passei lá e estavam lá estes malandros assim empoleirados, apetitosos, quase me apeteceu comprar um! O "Circulação Transversa" também lá estava mas como estava mais discretinho não me saltou à vista como este, assim... apetitoso!

quarta-feira, junho 10, 2009

Um eléctrico chamado Poesia


Homenagem a Daniel Faria, pelos 10 anos da sua morte, no dia 9 de Junho, onde numa noite de chuva um eléctrico se encheu de Poesia.






Viagem mágica





com o colectivo Quartas Mal-ditas e convidados.

Ver melhor aqui, aqui e aqui

domingo, junho 07, 2009

quinta-feira, junho 04, 2009

Há dias assim...

Silêncio,
que não sei como se
ama sem este escopro
de música,
sem esta angústia de tempo,
sem o teu corpo,
lento,
lento,
afogueando-me a
batida no peito,
as mãos tremendo-me
não sei se de desejo
ou medo,
que o tempo, vagabundo
e cruel,
te leve de mim
antes do tempo


(o tempo de amar-te como
a um silêncio)

domingo, maio 31, 2009

Poetas de Café







Foi bonito ver o "meu" Majestic assim... cheio de poemas!



"Um pingo de café desliza pela base da chávena e cai sobre o papel onde escrevo.

Acidente de trabalho."

João Luís Barreto Guimarães

in "Lugares Comuns"




segunda-feira, maio 25, 2009

Momento de Pub (ou as boas notícias)

As boas notícias são que estes irão estar na Feira do Livro do Porto, em exposição e à venda no Pavilhão do Clube Literário do Porto.
Eu também lá irei estar, para assinar sobre estes meus “filhotes”, a quem os quiser levar para casa, em dia e hora a anunciar.
A Feira do Livro do Porto que este ano se realizará na deserta Avenida dos Aliados terá o horário que abaixo transcrevo:

2ª a 5ª Feira, das 12h30 às 20h30
6ª e véspera de feriados, das 12h30 às 23h00
Sábados, das 11h00 às 23h00 - Domingo, das 11h00 às 22h00

Entretanto relembro a tertúlia “Poetas de café”, dia 29, às 21H30, no Café Majestic onde eu e outros três autores, nos entreteremos a discutir poemas entre um café e outro.

"[...] com o peso do caminho que se fez pra trás"

Este blog anda triste, anda de luto. Começou o seu luto com a morte anunciada (na passagem de ano) dos Bandemónio. Não que isso seja realmente importante apenas representa o fim de um ciclo, o fim de um passado ao qual gosto sempre de me agarrar. Tenho este problema de usar o passado como alicerce, custa-me depois desagarrar-me dele, sem ele fico como que sem chão, sem memória, e isso custa-me.
Continuou o seu luto, agora pela morte trágica de um amigo (não sei se há morte que não seja trágica mas…), uma morte real e não de um símbolo do passado, a morte real de alguém real, pele e osso que deixou de existir como tal passando a ser apenas uma memória.
Como gosto muito de música com palavras dentro tenho alguns músicos como espécie de filósofos pessoais, entre eles Sting que, não obstante esse facto, também diz coisas com as quais não concordo; uma dessas coisas é uma música com a qual nunca concordei, chamada “History will teach us nothing”, mas hoje, a ver se acredito nisto, citá-la-ei:


“sooner or later we learn to throw the past away”

As boas notícias deixá-las-ei para o post seguinte.

domingo, maio 24, 2009

Poetas de Café

I will be there...

(be afraid, be very much afraid!)

Marquem lá na agendinha sff.

sexta-feira, maio 15, 2009

Rigor Mortis

(Ao Carlos)


Para que mordêssemos, depois,
a saudade com dentes de ferro
e penteássemos a tua memória
com pentes de prata,
remoendo interiormente
este silêncio tão vazio
do poema onde nos deixaste.

Rigor mortis,
o teu corpo, pedaço lívido
da carne que antes foste,
procurando o céu na imensidão
que lentamente te foi
da sua longa mão desamparando .

Rigor mortis,
a letra
rigorosamente desenhada
pelos teus dedos,
ternamente longa,
elegante,
imaculadamente viva,
as letras todas soletrando
a dança das palavras onde
recriavas o mundo
dessa forma invulgar,
abraçando o pormenor furtivo
da luminosa língua
agora morta.

Chegaremos tarde,
apavorados de morte,
chegaremos tarde ao teu sepulcro
e tarde demais te amaremos.

quarta-feira, maio 13, 2009

Uma canção para ti

O tempo tocando o mundo
como um realejo de infância,
abrindo o sulco profundo
que nos causa ânsia.

Os olhos buscando olhos
permanecendo sem fim,
pedaços de tempo sumido
que eu pensava guardar em mim.

Há tempo no tempo que somos,
o tempo que o tempo nos der,
há tempo que é tempo sempre
enquanto o tempo quiser.

Um abraço perdido no tempo,
um sorriso de amanhecer,
pedaços furtivos de vida
mesmo sem se perceber.

Uma casa no fundo da estrada,
um lugar para viver,
a janela aberta para a rua
até a rua se desvanecer.

Há tempo no tempo que somos,
o tempo que o tempo nos der,
há tempo que é tempo sempre
enquanto o tempo quiser.

quinta-feira, maio 07, 2009

Obituário

Este blog encontra-se de luto pelo falecimento, ontem, dos Bandemónio.

(circa 1993 - 2009)

Resquiescat in pace

terça-feira, maio 05, 2009

Música às palavras...

As primeiras fotos aqui!

A música (os poemas e a conversa também...) não foram fotografados, mas foi tão bom! :-)

domingo, maio 03, 2009

É hoje!

É hoje, apareçam às 17H00 no Clube Literário do Porto (ver post anterior) que decerto não se arrependem!
Até logo.

quinta-feira, abril 30, 2009

Música às Palavras, Palavras à Música!


Neste Domingo, dia 3, vou estar à conversa, no Clube Literário do Porto, pelas 17H00, com o compositor Rui Soares da Costa, falando sobre que música têm as palavras. Rui Soares da Costa tem-se notabilizado compondo sobre poemas de vários autores clássicos, nomeadamente Garrett, Florbela Espanca, Camões e Pessoa. Mais recentemente musicou a bela Aurora Boreal de António Gedeão e três poemas meus.
O pianista José Maria Parra e a soprano Cecília Fontes irão interpretar essas mesmas obras, após uma performance poética multimédia.
Em suma, será uma festa com muita poesia, música e paleio.
Venha fazer parte da festa e ajudar a descobrir que música há nas palavras e que palavras para a música! Venha conversar connosco.

sábado, abril 25, 2009

"Loving you's a dirty job..."

Hoje vou guardar a tua voz
dentro do silêncio.
A Natureza e o caos
resumidos aos teus olhos
como a violência da chuva
adormecendo os vidros da janela,
ainda entreaberta,
ao rumorejar do mundo
lá fora.

terça-feira, abril 21, 2009

A um tempo de silêncio interior

Num assomo de espantos
percorri , por dentro, o teu corpo,
imagem trans-iluminada,
luz transparente e cálida a
escrutinar-te o ventre.

(rumores que serias tu por dentro,
mais por dentro do que os outros viam)

Nele tracei bissectrizes
e meridianos de
hipotransparências sonolucentes,
viagem contínua ao teu espaço interior.

Imagem crível das sombrias virtudes
cobertas, pudendas,
de pele e silêncio.

quinta-feira, abril 16, 2009

Se perguntarem por mim

Se perguntarem por mim
diz que não estou,
diz que parti com a brisa
numa estrada curva
para um lugar incerto
junto ao precipício.

Se perguntarem por mim
diz que eu parti,
que sulquei estradas,
vales e montanhas
até me perder
num lugar de espanto.

Se perguntarem por mim
diz que eu me fui
que rumei serena pela madrugada
procurando rios, navegando mares,
abraçada ao fogo,
junto à tempestade.

Se perguntarem por mim
diz que não me viste
desde a eternidade
em que na manhã
se incendiou a tarde.

Se perguntarem por mim
diz que eu fugi,
que errei sozinha,
frente à tempestade
sem achar caminho
de volta à cidade.

Se perguntarem por mim
diz que eu morri,
diz que me fiz pó
e cinza no mar
e que o meu sangue é chuva
que não há-de tardar.

terça-feira, abril 14, 2009

Rumo ao incêndio, rumo ao incêndio...

Bem-haja a quem me leva por aí.

segunda-feira, abril 13, 2009

"Voices inside my head"

There's something missing inside my head...