Estão aqui , o meu é o sexto. Gostei de o ouvir dito! Obrigada ao Luís Gaspar o dizer bem!
quarta-feira, março 25, 2009
Haikus
Estão aqui , o meu é o sexto. Gostei de o ouvir dito! Obrigada ao Luís Gaspar o dizer bem!
sábado, março 21, 2009
"Que a música esteja sempre connosco"
Urgente
Urgente?
Urgente
é o pão na boca do pobre,
urgente
é o céu
que a todos nos cobre,
urgente
é a mão que afaga
e me acode,
urgente
é o não que
na língua me morde.
Urgente?
Nada é urgente
senão a sorte.
Urgente
é o passo
com que fujo da morte,
urgente
é a ausência
de mim e o desnorte,
urgente
é a demência
que em mim se faz forte.
Parabéns ao compositor e aos interpretes e,
pela minha parte, muito obrigada!
sexta-feira, março 20, 2009
Hoje na O.M. - Entrada livre
CECÍLIA FONTES – Soprano
JOSÉ PARRA – Piano
PROGRAMA
PARTE I
Urbanidades:* Rui Soares da Costa (1958 - )
(Alexandra Malheiro)
· Balada
· Pressenti-te
· Urgente
Folhas caídas: Rui Soares da Costa
(Almeida Garrett)
· Os cinco sentidos*
· Barca bela
· Voz e aroma
Dois Sonetos: Rui Soares da Costa
(Florbela Espanca)
· Desejos vãos
· Vaidade
Seis Canciones:** Angel Oliver (1937-2005)
· Donde está mi amor?
(M Vegas Asin)
· Pajarita de las nieves
(J. Lacomba)
· Llega al llano
(J. Lacomba)
· Amiga amapola
(J. Lacomba)
· “Remansillo”
(Federico Garcia Lorca)
· Canción de juventud
(F Villaespesa)
PARTE II
Cuatro Canciones:** Angel Oliver
(M. de Unamuno)
· Alégrate corazón
· Flor cerrada
· En la ribera del lago
· Ay, esa flor
Aurora boreal* Rui Soares da Costa
(António Gedeão)
Canciones para niños: Xavier Montsalvadge (1912-2002)
(Federico Garcia Lorca)
· Paisaje
· El lagarto está llorando
· Caracola
· Cancion tonta
· Cancion China en Europa
· Cancioncilla Sevillana
*1ª audição mundial
**1ª audição em Portugal
Notas ao Programa:
Xavier Montsalvatge (1912-2002)
É um dos compositores mais representativos da chamada “geração perdida”, aquela apanhada entre o grupo de compositores activos antes do fascismo espanhol e os criadores mais actuais. A sua música tem uma notória projecção internacional, sendo considerado uma referência na cena musical contemporânea. O seu ciclo Cinco Canciones Negras (1945) terá sido um dos principais responsáveis pelo crescimento da sua notoriedade além fronteiras. Este ciclo marcou o início de um período pós-nacionalista, que mais tarde evoluiu para uma “fase antilhana”, na qual são notáveis os elementos estilísticos afro-americanos autóctones das ilhas das Antilhas e das Caraíbas. Durante o seu longo percurso foi ecléctico na sua escolha de materiais e de inspirações, tendo partido da herança wagneriana, para posteriormente abraçar o serialismo, o impressionismo, o politonalismo e a estética irreverente dos Les Six.
O ciclo de Canciones para Niños (1953) que hoje ouviremos, sobre poemas de Federico García Lorca, está tingido de um espírito brincalhão, próprio de Satie ou de Poulenc, impregnado de referências surrealistas, e adornado com um certo “exotismo” musical.
Ángel Oliver Pina (1937 – 2005)
Pedagogo, organista, pianista, director de coros e conferencista, são algumas das múltiplas facetas deste compositor espanhol.
Ilustre aluno de Cristobal Halffter e de Petrassi, em composição, e de Jesús Guridi no orgão, este compositor aragonês desenvolveu igualmente uma notável actividade como editor de materiais para o ensino.
Das suas obras, ele próprio dizia que eram "o resultado da necessidade premente de expressão que todo o criador possui, um reflexo da sua vida, dos sofrimentos, das inquietações e das alegrias que ela traz”.
Os dois ciclos de canções que constam do programa recolhem a herança do nacionalismo, com uma escolha de poemas que encontram o seu fio condutor na descrição da vida simples do campo. A música, na sua aparente simplicidade, é o resultado de um trabalho minucioso; uma escrita orgânica e idiomática para a voz e para o piano, um uso rico e depurado da harmonia.
Rui Soares da Costa (1958 - )
Desde cedo se interessou pela Composição, tendo estudado no Conservatório de Música do Porto com Maria Teresa Macedo e Cândido Lima.
Os “Sonetos de Florbela Espanca” (1994) e o ciclo “Folhas Caídas” (2000) com textos de Almeida Garrett, são o resultado da evolução da linguagem utilizada nos “Sonetos” de Luís de Camões (1980), de inspiração impressionista, mas procurando uma expressão própria e uma preocupação crescente na interligação texto-música. A escolha dos textos, feita nos clássicos da literatura portuguesa, espelha bem o desejo de divulgar a nossa poesia e cultura, propósito que sempre estabeleceu desde que decidiu usar os belíssimos versos que os poetas portugueses glosaram nos últimos séculos. Nas suas obras para Canto e Piano pode assim usar a Voz como instrumento e a mensagem que ela veicula unidas na linguagem universal que é a Música.
O ciclo “Mar Portuguez” com textos de Fernando Pessoa (2002) e “Aurora Boreal” de António Gedeão (2008) foram as últimas criações utilizando os “clássicos”. Nesta última, que ouviremos em primeira audição, o autor recria as quarenta janelas da poesia em múltiplos ambientes sonoros, usando vários recursos estilísticos no Piano e na Voz, mas conseguindo um todo coerente num desafio exigente para a soprano.
“Urbanidades”(2008) são a primeira experiência com textos que, embora não sendo da autoria de um clássico, despertaram o desejo de os ilustrar em música, dada a qualidade e modernidade dos versos da poetisa Alexandra Malheiro. Este ciclo é também apresentado em primeira audição. A primeira das três canções que compõem o ciclo, pretende lembrar o ambiente das baladas francesas de um Trenet e outros no período entre guerras, que tantos corações fizeram bater mais depressa nesses anos únicos do século XX. A segunda é uma “plaisenterie” aos telemóveis, onde poderemos reconhecer facilmente a “Nokia tune” que todos os dias nos entra pelos ouvidos nos lugares mais inimagináveis, mas aqui tratada de uma forma jazzística e intimamente ligada à poesia. Na terceira canção a urgência é o mote e, desde o início, com a ambulância a gritar até à premência que é exigida à cantora, sente-se uma instabilidade quase hemodinâmica que nos deixa sem fôlego.
sexta-feira, março 13, 2009
"Vision over visibility"

Ontem falaste-me de Nova Iorque “ah… Nova Iorque, Nova Iorque!” – dizias. Quero lá saber de Nova Iorque! Quero é saber da cor dos teus olhos e se lá dentro dormem princesas ou assassinos, se os deixas levar por correntes e aluviões ou se os prendem misérias ao cais como mãos que se estendem de espanto e desolação. Não me interessa Nova Iorque o os seus Sinatras a espalhar a notícia, não quero saber.
Apaga-lhe, esta noite, os neons e acende antes os teus olhos entre nós dois, como um feixe de luz que há-de arder depois no meu peito, só essa luz pequena, desusada, dos teus olhos, a deixar que as estrelas surjam pisca-pisca no firmamento, em vez do exagero luminoso da cidade.
Quero lá saber de Nova Iorque.
Amanhã parto para lá!
terça-feira, março 10, 2009
A poesia tem género - O rescaldo (Parte II)
segunda-feira, março 09, 2009
A poesia tem género? - O rescaldo (Parte I)

sábado, março 07, 2009
Poesia no Feminino no Clube Literário do Porto

Promete-se muita poesia, conversa, partilha de sensibilidades poéticas entre mulheres e homens, esperando-se forte participação do público e algumas surpresas.
Dia 8 de Março, pelas 17h00, no auditório do CLP. Apareça!
sexta-feira, março 06, 2009
Última vez!
quarta-feira, março 04, 2009
domingo, março 01, 2009
Magnólia

que jaz nua
sob a magnólia branca.
Fala-me dos seus olhos
cor de vento
que esperam os teus
pelos declives do Inverno.
Fala-me da mulher
cujo corpo repousa
entre os teus dedos
diz-me da nudez dos
seus seios, da palidez
da sua pele, diz-me do cheiro
à magnólia que, como a ela,
vais despetalando
pela noite dentro enquanto
a lua se abre plena
para enlaçar solícita
os amantes desnudados.
domingo, fevereiro 15, 2009
domingo, fevereiro 08, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
O Passado é um tempo sem Futuro
numa página
ou num poema,
ficavas como um silêncioou um espaço em branco,
uma sílaba faltosa,
a palavra inacabada.
a caneta,
apontava-te o bico e tu…
nada,
nem uma letra
para acalmar-me a angústia
da tua ausência.
Às vezes pensava bater-te
à máquina,
ligar o computador
e substitui-te em gerúndio
a palavra do amor…
fazendo…
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Tão pouco
Sei tão poucodos poemas que te escrevo,
a palavra eriçada,
coberta de cinza na língua
que não sabemos pronunciar.
Sei tão pouco dos teus dedos,
onde se prolonga a pele
sedenta de mais pele,
reduzindo a escombros o sol.
Sei tão pouco dos teus olhos,
lugar de silêncios onde
se guarda a penumbra e
se acertam os passos,
vagarosos conta-gotas do infinito.
Sei tão pouco de mim
que me inundam estas
lágrimas por dentro,
sôfregas, centrífugas,
serpenteando caminhos
rumo ao incêndio.
quarta-feira, janeiro 28, 2009
"I can't stand the rain against my window"
Tenho preferido preencher o blog com textos ou poemas inéditos, mas hoje, face ao tempo tão inóspito, não pude deixar de me lembrar de quando escrevi um certo poema que aqui deixo hoje, por não poder ser de outra maneira...Chove.
Nem posso acreditar
como chove a minha cidade,
chove em mim
e chove sobre todos...
nem posso acreditar
o quanto chove esta cidade...
Se ao menos chovesse anjos,
ou estrelas,
ou almas...
Mas nada.
Nada mais que a fria chuva
que me molha
e que molha a minha cidade
em que chove, chove, chove.
Nem posso acreditar
o quanto a minha cidade chove...
in
terça-feira, janeiro 27, 2009
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Momento de Pub
Os dias do AmorUm poema para cada dia do ano
365 poemas de amor escritos por 365 poetas de todos os tempos e de todos os lugares
Recolha, selecção e organização de: Inês Ramos
Prefácio de: Henrique Manuel Bento Fialho
N.º de páginas: 436
Editora: Ministério dos Livros
A primeira apresentação da Antologia de Poesia “Os dias do Amor – Um poema para cada dia do ano” vai ter lugar já no próximo dia 29 de Janeiro, na Fnac do Colombo, pelas 18h30m.
Nesta sessão de apresentação haverá leitura de poemas da antologia por Maria do Céu Guerra, Álvaro Faria, Cristina Paiva, João Brás e Tiago Bensetil.Estão agendadas outras apresentações nos seguintes dias e locais:
Gaia: El Corte Inglés, 5 de Fevereiro, 19h30m
Viseu: Fnac Palácio do Gelo, 6 de Fevereiro, 21 horas
Faro: Livraria Pátio de Letras, 14 de Fevereiro, 17 horas
Évora: Bibliocafé Intensidez, 14 de Fevereiro, 21h30m
sábado, janeiro 24, 2009
A páginas tantas... (uma carta bicéfala de memórias tantas)
A bilheteira acesa, a mão a palpar bilhetes na algibeira, o coração ainda a estremecer no peito.
Jantar sem fome, sentir o frio na descida, os dedos a sossegar bilhetes no bolso do casaco. A espera à porta, um nunca-mais de tempo, Jardim de Inverno, palco vazio, ajeitar o nó da gravata para aliviar o nó da garganta. Olhar radar pela sala inteira, sorrisos cúmplices, o abraço ténue? – Lembras-te? Eu sei que sim.
Luzes que acendem, um beijo soprado – Lembras-te? Claro que não.
O coração agora a arder no peito.
“E tu, gata borralheira”, sorrias cúmplice no fim da sala! Sorrimos cúmplices…
O saxofone, o contrabaixo, a solidão, a solidão, a solidão…
E o coração agora a arder no peito! Lembras-te? Tu sim, tu decerto já não!
Esperar de novo, o fim tão louco, placas estampadas, o frio de novo. Um táxi que parte rumo ao nada.
E de repente, o bairro inteiro, tu nele cruzando-o de lés a lés, olhos tão vivos, sorriso longo – Lembro-me sim, lembro tão bem!
"Bairro alto aos seus amores tão devotado"
E a páginas tantas o bar já quente, o chocolate, a mesa ao fundo – lembras-te? O reservado e os nossos olhos cruzando-se. O telemóvel – Hallelujah! Hallelujah!
Um táxi atravessando os vermelhos – “é naquele quarto que falo contigo” – uma luz, qualquer lugar – ainda te lembras? Decerto sim!
Fim de uma noite, quarto de hotel, adormecer o cansaço na solidão da noite. Quatro da manhã, lembras-te? Nem eu!
A ti também, claro que sim, mas sem frio no coração!








