quarta-feira, dezembro 24, 2008

Feliz Natal


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segunda-feira, dezembro 15, 2008

Balanço

"[...] O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar [...]"



"[...]Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste[...]"
Mafalda Veiga

domingo, dezembro 14, 2008

Intervalo para PUB

Pequena entrevista que se pode ler ...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

100

Parabéns Manoel!
Assim vale a pena chegar aos cem!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

And they all had wings

É tão difícil ver uma criança crescer,
perceber que, enfim,
agora os seus dedos não são já tão pequenos
que te caibam na mão como dantes,
que o que tens a ensinar-lhe
é cada vez menos e a protecção
cada vez mais frágil.

E no entanto os seus olhos
são ainda os mesmos,
a olhar-te como se te lessem,
mesmo que a sua voz mais profunda
os olhos continuam lá,
trazidos do fundo da tua memória,
marcas de água, silêncios partilhados.

E tu?
Guardar-me-ás dentro do peito
como eu te guardei no colo?
Quanto mudou afinal?
Seremos sempre os mesmos?
E o Amor, terá ele as mesmas letras
e a mesma dificuldade em se articular?

terça-feira, novembro 25, 2008

Antes do abismo

Despedimo-nos

como uma rua de sombras,
rodando o corpo no chão,
perdendo o avesso da pele
em ilusões de infinitos,
perfumes de memória
trocados pelos dedos.

Segura-me em ti antes
que eu te morra,
ampara-me nos braços
contra a atracção do abismo.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Entangled

Entre os meus dedos

Entre os meus dedos
mais uma vez
foram perdidos os teus dedos
entre os meus
do frio que trazias neste dia
da calma com que tanto eu te queria

entre os meus dedos…

Quantas vezes te perdi toda esta tarde,
nas sombras que guardei dentro do peito,
corpo de lágrimas por fora tão perfeito,
fingindo-te o sorriso mas nos dedos
só nos dedos em ti o abraço estreito.

Quantas vezes nossos dedos outra vez,
prendendo-se e eu perdendo-te de novo,
quantas vezes os teus olhos
dedos presos,
fugindo como um pássaro ou um lobo.

sábado, novembro 15, 2008

A uma cápsula anti-pirética


No seu blog - Estado Civil - no post de 13 deste mês, Pedro Mexia incitava à escrita de um elogio à cápsula. Fiz-lhe a vontade.



Nas minhas mãos ardendo
o teu corpo inteiro,
lânguido
límpido,
lúcido,
gelatinoso.
Tomo-te na língua,
a oferecer-te esta humidade que te embala,
até te deixares tragar pelo mais fundo de mim.

Agora que te abraço nas entranhas
hás-de fazer fugir-me a febre que me assalta –
esta aguda pirexia que
tão sofregamente te deseja.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Do tempo em que os teus olhos...


Uma flor ou um poema,
o gozo do corpo
pelo corpo
sem entender mais das mãos
do que a vontade.

Eis o ofício dos que procuram a vertigem
no voo vertical da paixão.

sexta-feira, novembro 07, 2008

How fragile we are

"Lest we forget how fragile we are"
Sting


No meio de tanto blog sem interesse nenhum, um cujo interesse passa precisamente por perceber como somos frágeis (e no entanto tão fortes) e de como a vida toda muda quando passamos para o "lado de lá" da barreira.
Como diriam na RFM "vale a pena pensar nisto."
O blog tem um nome fantástico, com um subtítulo genial.
Votos de rápidas melhoras.

sábado, novembro 01, 2008

Às vezes Novembro

Às vezes Novembro era mais frio
que todos os meses
e uma sombra grotesca
amarfanhava-me os olhos.
Presas ao meu corpo arrastavam-se
sombras e pombos mortos,
coisas que mais ninguém
gostava de ver.
Às vezes Novembro
era um mês surdo,
e eu fechando os olhos
não ouvia o silêncio,
apenas o rugido trémulo
de uma trovoada cuja chuva
nunca vinha para amenizar-me
o sono e eu não
dormia nunca,
perorava vigil em
sobressalto pelos trovões.


in
"Pelo Inverso"

quarta-feira, outubro 29, 2008

"Quem me leva os meus fantasmas?"

Devagar
deixei cair, sombriamente,
este poema no papel.
A carne ferida,
a pele dilacerada,
o sangue rompendo estrepitosamente as veias.

Uma luz apagada
num fundo de estrada
sem fim, sem começo
e o corpo no espelho,
se é meu
não conheço.





“Um nome arde tanto
de repente todos os caminhos parecem de regresso
a vida por si mesma não se pode escutar demasiado
a vida é uma questão de tempo
um sopro ainda mais frágil” […]
José Tolentino de Mendonça

Ideias tontas!

Tem estado difícil arrancar qualquer coisa para colocar aqui no blog.
No entanto ando assaltada por frases soltas que ouço ou "apanho" aqui ou ali, passou-me pela ideia pegar em "o equívoco do inconsciente" ou "quebrar o círculo" - que vos parece? Ideias geniais a acrescentar a estas?

Weird, right? ... Penso o mesmo...

sexta-feira, outubro 17, 2008

Clarão


Como se eu
te oferecesse um clarão de silêncio
e uma berma de estrada
como se eu
te entregasse em mãos uma
nesga de azul vindo directa
do mar, ou de um céu mais ao sul
que não saibas achar .

Como se eu
me cercasse de trevas
e ao não encarar a tua luz
me vingasse por dentro
daquilo a que a dor me reduz

domingo, outubro 12, 2008

O difícil caminho por entre os pássaros


Coligia poemas dos teus lábios,
colhidos directamente
gota a gota
da tua voz.

Era ali,
exactamente ali,
que desciam ingremes a canções.

Ali, exactamente ali,
onde anunciavas o espanto
aos que, como eu,
te cobriam os olhos
da luz dos dias
para que não cegasses.

domingo, outubro 05, 2008

O trilho das lágrimas

Segue o trilho das lágrimas
no avesso do Sol,
na mira das cinzas.
Sente-as na língua,
na curva do pescoço,
sente-as rolar entre os destroços.

Depois voa,
como qualquer pássaro,
até te extinguires no espaço,
na tessitura do vento.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Purple Rain

"I never wanted to be your weekend lover
I only wanted to be some kind of friend, hey
Baby, I could never steel you from another
It's such a shame our friendship had to end"

Prince Roger Nelson

sábado, setembro 27, 2008

Pelos olhos...

[...]

Em pontas
na ponta do teu desejo,
bailando-te pelos olhos
como um beijo,
do teu corpo vai fazendo a melodia,
com a língua molhada no teu solfejo




Cadeira Parade
@ CLP
(até 30 Set)

sexta-feira, setembro 26, 2008

Doze anos

Há 12 anos atrás podia ter sido um dia feliz. Foi apenas um dia cumprido.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Outono

Percebi que o Outono havia chegado por duas folhas de plátano caídas sobre o chão. Depois vi a mulher que vende castanhas na esquina, envolta numa nuvem de fumo cinzento, apesar do sol ainda quente e das roupas que sobraram do Estio.
O Outono, como sempre, voltou no final do Verão.
Voltou o Outono, só tu não!
"Cadeira Parade"
@ Clube Literário do Porto
(até 30 Set.)