Segue o trilho das lágrimasno avesso do Sol,
na mira das cinzas.
Sente-as na língua,
na curva do pescoço,
sente-as rolar entre os destroços.
Depois voa,
como qualquer pássaro,
até te extinguires no espaço,
na tessitura do vento.
"Abriu uma mão, depois outra, estavam ainda vazias, a pescaria rendeu pouco afinal, anos a fio de mão vazias segurando o nada pelas pontas."

Convém avisar os Ingleses...
[...]"em Orly milhões de gaivotas
não deixam voar os aviões
barricam as pistas
entopem os reactores
e é só nesses dias
que morrem poetas"