quinta-feira, setembro 04, 2008
quarta-feira, setembro 03, 2008
Parabéns a você!

Faz hoje anos que o mundo viu o meu segundo livro de poemas – “Circulação Transversa”. Tão bonitinho que ele era! Creio que os últimos exemplares existem ainda no Clube Literário do Porto e talvez algum persista ainda, perdido, na Lello.
Tem na capa uma foto tirada por mim num sábado cinzento, numa paz de cidade que é a minha.
Perdoem-me este meu desvelo de “mãe” de lhe cantar aqui os “Parabéns a você”!
terça-feira, setembro 02, 2008
segunda-feira, setembro 01, 2008
Por que lado
domingo, agosto 31, 2008
Obituário
Morreu o Poeta Joaquim Castro Caldas...
Convém avisar os Ingleses...
[...]"em Orly milhões de gaivotas
não deixam voar os aviões
barricam as pistas
entopem os reactores
e é só nesses dias
que morrem poetas"
JCC
sábado, agosto 30, 2008
sexta-feira, agosto 29, 2008
Fim de Agosto
quinta-feira, agosto 28, 2008
quarta-feira, agosto 27, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
segunda-feira, agosto 25, 2008
Promiscuidades

Fui hoje avisada - o meu último livro foi encontrado "paredes meias" numa prateleira da Byblos em conluio com o livro "Eu, poeta e tu, cidade" de Pedro Homem de Mello, livro esse inteiramente dedicado à cidade do Porto.
Se soubesse que era para andar por aí em promiscuidades líricas com livros cujos poemas
são declarações à cidade que eu amo...
tinha-o publicado mais cedo!
domingo, agosto 24, 2008
Poemas de Agosto by the see III
sábado, agosto 23, 2008
Poemas de Agosto by the see II
Deve estar vento
na desordem do teu corpo,
deve estar vento
por dentro do teu corpo
lento.
Deve haver ouriços do mar,
um mar de algas,
sargaço no teu encalço e
uma luz mortiça para te abraçar.
Deves ter tempo
para te perderes no areal
de desejos incontidos e
de corações feridos
pelo sul e pelo sal.
Deve estar vento
no olhar desordenado
com que te escondes
de mim e do pecado
e entornas o tempo
sobre outro tempo
na fuga do teu corpo contra
o vento.
na desordem do teu corpo,
deve estar vento
por dentro do teu corpo
lento.
Deve haver ouriços do mar,
um mar de algas,
sargaço no teu encalço e
uma luz mortiça para te abraçar.
Deves ter tempo
para te perderes no areal
de desejos incontidos e
de corações feridos
pelo sul e pelo sal.
Deve estar vento
no olhar desordenado
com que te escondes
de mim e do pecado
e entornas o tempo
sobre outro tempo
na fuga do teu corpo contra
o vento.
sexta-feira, agosto 22, 2008
quinta-feira, agosto 21, 2008
Cacela (ou... Poemas de Agosto by the sea)
AlgarveAli o tempo era infinito,
não havia olhos
nem pecados de se olhar,
não havia desejos bravios
nem nada de bravio para desejar,
ali o tempo perdia-se com as ondas do mar.
Ali o tempo não tinha tempo
nem jeito de se contar,
ali o tempo perdia-se entre os dedos
como a areia que infinita se devolvia ao mar.
Ali o tempo não acabava nunca!
quarta-feira, agosto 20, 2008

A marcha silenciosa do poema
Todo o dia procurei por ti,
persegui-te em ruas escusas
da cidade,
junto à ponte e
mais além,
na pequena marina
de barcos pobres
onde achei que te iria encontrar.
Busquei por ti sob este sol de Agosto
no arrostar do mar junto à Foz,
na Cantareira à espera que tu
ou uma garça por ti…
Mas todo o dia me faltaste,
todo o dia eu não te vi…
terça-feira, agosto 19, 2008
segunda-feira, agosto 18, 2008
Migrações de Verão

Surpreende-me a cidade assim saudosa do teu corpo ou do teu cheiro. Suspeito que do cheiro mais do que do corpo, que o cheiro mais etéreo traz mais a tua lembrança numa cidade onde tantos corpos e tantos cheiros que se confundem.
Surpreende-me a cidade assim de Verão sem Verão, quase frio, meio chuva e mesmo assim Verão. Uns verão e outros não… poucos são os que te verão pelo Verão, digo eu que não estou cá.
domingo, agosto 17, 2008
Esta noite não durmo aqui. Durmo em Lisboa.
Esta noite não durmo aqui. Durmo em Lisboa num hotel qualquer. Gosto de hotéis, grandes e impessoais, sítios onde talvez nunca torne ou, pelo inverso, torne sempre uma e outra vez. Hoje queria adormecer em Lisboa, deixar a madrugada entrar em mim sentada na esplanada do Piazza, a ouvir na distância o gemido da ponte a cada carro, como um vento regurgitado de um lugar qualquer obscuro perdido na distância escura. O crocitar de uma ou outra gaivota e o penoso silêncio da noite de Lisboa. Esta noite vou voar para lá.
Se me perguntarem o que mais gosto em Lisboa direi S. Luiz, não a sala do teatro mas o jardim de inverno, um espaço largo, sem amarras, mesas redondas e um painel de fundo com um cavaleiro, será um dragão? Será um centauro? Um sagitário? O que sei eu, é uma imagem de corpo e animal, qualquer coisa de magnífico e insensato. Gosto do jardim de inverno pelo inverno e gosto das placas no átrio com os nomes dos artistas, uma parede de placas e outra e outra e … de resto pouco mais gosto em Lisboa, eu nem sequer gosto de Lisboa! Gosto do Chiado feio e torcido ao peso dos seus poemas que não conheço e do Nicola, sim, do Nicola gosto, quero voltar à esplanada do Nicola ler o Notícias e pensar “eu não sou de cá”.
Se me perguntarem o que mais gosto em Lisboa direi S. Luiz, não a sala do teatro mas o jardim de inverno, um espaço largo, sem amarras, mesas redondas e um painel de fundo com um cavaleiro, será um dragão? Será um centauro? Um sagitário? O que sei eu, é uma imagem de corpo e animal, qualquer coisa de magnífico e insensato. Gosto do jardim de inverno pelo inverno e gosto das placas no átrio com os nomes dos artistas, uma parede de placas e outra e outra e … de resto pouco mais gosto em Lisboa, eu nem sequer gosto de Lisboa! Gosto do Chiado feio e torcido ao peso dos seus poemas que não conheço e do Nicola, sim, do Nicola gosto, quero voltar à esplanada do Nicola ler o Notícias e pensar “eu não sou de cá”.
Esta noite não durmo aqui, hei-de tornar ao Estoril, e ficar a ver a lua cheia do alto da varanda recuada do oitavo piso do Vila Galé, a ver a estrada, a bomba de gasolina, o Gordini já fechado, a linha férrea deserta – não, talvez um comboio desesperado pela noite fora a apitar (há comboios de madrugada nesta linha? Não sei, nunca os vi nem os senti), e depois o mar, o longo o intenso o azul escuro mar. Estoril e o mar.
Não, esta noite não durmo aqui, nem pensar, vou cear ao Piazza e depois Estoril, está decidido. Vila Galé para a varanda da lua cheia, colado ao Palácio onde descobri o espanto de uma noite de Janeiro, quatro da manhã no quarto deserto e tão cheio, uma rosa para ti e para mim o entendimento surdo do tempo em que ainda falávamos uma mesma língua. Já passou.
Não me liguem, não me dêem atenção, são três e meia da manhã e tento adormecer neste sofá, o corpo em torpor, uma luz acesa sobre os olhos, o som do teclado insistente clac-clac-clac, luzes que piscam, alarmes a enlouquecer a noite e gemidos de dor ao longe. É que claro que não estou aqui, não durmo aqui nem por nada!
Esta noite durmo em Lisboa. Até amanhã.
sábado, agosto 16, 2008
Cidade Fantasma
(fastamagórica?)
É Agosto e cidade toma uma cor diferente. Agosto das cidades quietas, os seus habitantes fogem para o Sul e ela enche-se de línguas estranhas que arranham os ouvidos. Gente com mapas, calção curto, olhares vorazes, capazes de engolir a cidade de um trago.
Percorri hoje a baixa da cidade, lugar que considero meu, casa minha, e foi como se não a conhecesse e foi bom. Agosto não me apetece a minha cidade, apetece-me outro qualquer lugar dentro de mim (ou dela. Será o mesmo? Seremos iguais? Seremos a mesma? A mesma coisa?).
Parti, então, pela rua como quem procura o poema dentro da cidade. Lojas vazias, fechadas, lixo pelas portas, um pouco de vento, os mesmo mendigos (sim, os mendigos são os mesmo, que pena, estragam-me a pintura) e esta mesma vontade de partir para longe ainda que perto, ainda que aqui, partir para longe ainda que dentro de mim…
Partir para longe e não sentir.
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